Morrem 4 pessoas em confrontos entre islamitas e opositores no Egito
Internacional|Do R7
(Atualiza o número de vítimas). Cairo, 2 jul (EFE).- Pelo menos quatro pessoas morreram nesta terça-feira nos confrontos registrados entre partidários e opositores do presidente egípcio, Mohammed Mursi, em distintas áreas do país, informou o Ministério de Saúde egípcio. Em comunicado divulgado pela agência estatal de notícias "Mena", o ministério detalhou que três pessoas morreram nos enfrentamentos registrados na praça de Kit Kat, no popular bairro de Imbaba, na província de Guiza, vizinha à capital, enquanto outra morreu em uma área próxima. Apenas em Guiza, pelo menos 75 pessoas sofreram ferimentos, segundo o ministério. Fontes de segurança explicaram à Agência Efe que nessa praça, localizada na margem oeste do rio Nilo, uma passeata de opositores foi atacada por seguidores do presidente, o que provocou uma batalha campal na qual foram utilizadas armas brancas, bastões e pedras. Choques similares ocorreram na avenida Faiçal, no oeste do Cairo, onde várias lojas e veículos ficaram danificados. A "Mena" declarou ainda que pelo menos 21 pessoas ficaram feridas em confrontos entre islamitas e opositores na cidade mediterrânea de Alexandria, enquanto houve dezenas de feridos nas localidades de Kafr al Dauar e Kafr el Sheikh, no delta do Nilo. Na cidade de Lardo, ao norte do Cairo, os opositores invadiram uma sede do partido Liberdade e Justiça (da Irmandade Muçulmana) após enfrentar partidários de Mursi. Seguidores da Irmandade Muçulmana e os aliados islamitas do presidente saíram hoje em massa às ruas do país para defender a legitimidade do presidente, depois que as Forças Armadas deram ontem um ultimato de 48 horas para que os grupos políticos resolvam a crise. Além disso, os opositores voltaram a protagonizar grandes manifestações na capital e outras áreas do país para exigir a renúncia do presidente egípcio e a convocação de eleições antecipadas. O mufti do Egito, a máxima autoridade religiosa muçulmana do país, xeque Shauki Ibrahim Abdel Karim, pediu hoje a colaboração dos cidadãos e das forças de segurança para garantir o desenvolvimento pacífico das manifestações. EFE aj-ms-bds/rsd











