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Mortes em Mianmar podem chegar a dez mil, diz Serviço Geológico dos EUA após tremor

Estudo ressalta que a dimensão da devastação pode levar semanas ou até meses para ser averiguada

Internacional|Do R7

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Governo de Mianmar pediu ajuda da comunidade internacional e de organizações humanitárias para lidar com o desastre REUTERS

O terremoto de magnitude 7,7 que atingiu Mianmar nesta sexta-feira (28) pode ter deixado entre mil e 10 mil mortos, segundo projeções do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Até o momento, a junta militar de Mianmar confirmou 144 mortos e 732 feridos, mas especialistas norte-americanos alertam que o número de vítimas deve crescer conforme as equipes de resgate avançam nos trabalhos e as informações chegam das regiões mais afetadas.

O epicentro do tremor foi registrado a uma profundidade rasa de 9,6 quilômetros, na região de Sagaing, perto da cidade de Mandalay, a segunda maior de Mianmar, com aproximadamente 1,5 milhão de habitantes. Um segundo tremor, de magnitude 6,4, foi registrado 12 minutos depois, agravando os danos na infraestrutura do país.

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De acordo com o modelo do USGS, a densidade populacional das áreas atingidas e a vulnerabilidade das construções locais indicam que o número de vítimas fatais pode superar a marca de 10 mil. O estudo ressalta que a compreensão completa da devastação pode levar semanas ou até meses, pois muitas vítimas ainda podem estar soterradas sob os escombros.

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As dificuldades logísticas e a rigidez do controle da junta militar sobre a internet e a comunicação dificultam a transmissão de informações sobre a tragédia. O governo pediu ajuda da comunidade internacional e de organizações humanitárias para lidar com o desastre.

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Por enquanto, as autoridades confirmaram mortes em três localidades: Sagaing, Kyaukse e Naipidau, a capital do país. No entanto, com hospitais recebendo um fluxo crescente de feridos e as equipes de resgate ainda em operação, a escala real da destruição e das perdas humanas permanece incerta.

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