Motivação terrorista de tiros em frente ao Capitólio é descartada
Internacional|Do R7
Washington, 3 out (EFE).- As autoridades descartaram nesta quinta-feira que o incidente com tiros nas imediações do Capitólio em Washington, sede do Congresso dos Estados Unidos, tenha conexão com o terrorismo e asseguraram que se tratou de um fato "isolado". "Não temos evidência de que isto tenha sido terrorismo ou outra coisa diferente de um incidente isolado", explicou em entrevista coletiva o chefe da Polícia do Capitólio, Kim Dine. De acordo com as primeiras informações, o incidente começou na avenida situada em frente à Casa Branca e envolveu uma mulher que estava em um veículo. Aparentemente a mulher tentou ultrapassar uma barreira de segurança da Casa Branca e por causa disso começou uma perseguição do Serviço Secreto, órgão encarregado da segurança do presidente, que terminou nas imediações do Capitólio, onde ocorreram os disparos. Um morador da área disse à Agência Efe que viu como vários policiais rodearam um carro preto que se chocou contra a área de controle de acesso ao Capitólio. Segundo ele relatou, apareceram policiais "de todos os lados", apontando as armas, e rodearam o veículo e tiraram dele uma criança. Dine confirmou aos jornalistas que havia uma criança no veículo, mas não quis dar informação sobre o estado da suspeita, que está sob custódia. A rede "ABC" informou que a suspeita foi abatida pelas autoridades e morreu na cena, enquanto outros meios asseguram que ela está ferida. Durante a perseguição até o Capitólio o veículo da suspeita causou ferimentos em um policial, de acordo com Dine. O presidente dos EUA, Barack Obama, foi informado do incidente e sua equipe está monitorando a situação. O Capitólio e os prédios de escritórios limites foram fechados durante alguns momentos, mas já foram reabertos, e vários congressistas disseram ter escutado os disparos. Há ainda uma forte presença policial nas imediações do Capitólio, fundamentalmente na região do sul, onde aparentemente aconteceram os disparos, segundo a Efe pôde constatar. EFE mb-jmr/ma (foto)












