Mursi será julgado por fuga e ataque a uma prisão
Internacional|Do R7
Cairo, 21 dez (EFE).- O presidente egípcio deposto Mohammed Mursi e outros 132 dirigentes e membros de grupos islamitas serão processados por fugir da prisão de Wadi Natrun, incendiar a cadeia e facilitar a fuga de presos durante a revolução de 2011. Fontes judiciais informaram à Agência Efe que a Procuradoria Geral ordenou neste sábado encaminhar o caso ao Tribunal Penal do Cairo, que deve fixar uma data para o início do julgamento. Outras acusações a Mursi, destituído em um golpe militar no dia 3 de julho, são a agressão a funcionários do presídio e a destruição de documentos. Entre os outros acusados neste caso estão membros da Irmandade Muçulmana, do movimento palestino Hamas e do libanês xiita Hezbollah, segundo as fontes, embora por enquanto não tenham dado nomes. Mursi esteve preso em Wadi Natrun durante a revolução que derrubou o regime de Hosni Mubarak entre janeiro e fevereiro de 2011, mas conseguiu escapar aos dois dias de sua detenção graças ao caos que reinava nos presídios após a debandada dos guardiães. Em 26 de julho, a justiça egípcia ordenou a prisão preventiva para Mursi por essas acusações e por supostamente telefonar para o Hamas para realizar "ações inimigas contra o país". Em relação à causa relacionada com o Hamas, o Ministério Público ordenou há três dias que o ex-presidente seja levado aos tribunais por colaborar com organizações estrangeiras como o movimento palestino e o Hezbollah para perpetrar ações terroristas e divulgar segredos de Estado. Nesse processo estão envolvidos outros 35 dirigentes da Irmandade Muçulmana, entre eles teu líder Mohammed Badía, e o presidente do Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político da confraria, Saad Katatni. Mursi está na prisão Burg al Arab, perto de Alexandria, desde o início de seu julgamento por seu suposto envolvimento na morte de manifestantes em frente ao palácio presidencial do Cairo em dezembro de 2012, o primeiro caso pelo qual está sendo processado. A Irmandade Muçulmana denuncia que as acusações contra seus dirigentes são politizadas e uma tentativa do exército e as atuais autoridades egípcias de legitimar o golpe de Estado. EFE mv-aj/tr











