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Museu no Grand Canyon 'esquece' baldes com urânio em exposição

Material radioativo ficou em área aberta a visitação por 20 anos. Funcionário denunciou que descoberta foi feita em 2018 e nada foi feito

Internacional|Carolina Vilela e Cristina Charão, do R7*

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Visitantes de Museu no Parque do Grand Canyon foram expostos ao urânio
Visitantes de Museu no Parque do Grand Canyon foram expostos ao urânio

Três baldes contendo minério de urânio foram "esquecidos" pelo museu do parque nacional do Grand Canyon, no Arizona (EUA) expondo funcionários, turistas e crianças à radiação por quase duas décadas. As informações são do jornal USA Today.

Os baldes de urânio foram descobertos em março de 2018 pelo filho de um dos funcionários. O menino é um entusiasta do uso do contador Geiger e percebeu, por acaso, que os baldes emitiam radiação em níveis acima do esperado.


No último dia 4 de fevereiro, o gerente de Segurança, Saúde e Bem-estar do parque, Elston Stephenson, denunciou a tentativa da administração de encobrir o fato.

Segundo ele, apesar dos alertas de autoridades federais sobre os riscos do componente químico, nada foi feito para alertar as pessoas.


Stephenson informou que os baldes ficaram por décadas no porão da sede do parque, mas foram movidos para o prédio do museu quando da sua inauguração, no ano 2000.

Ao serem descobertos pelos funcionários, foram retirados do prédio.


Baldes cheios de urânio

De acordo com as informações do USA Today, um dos baldes estava tão cheio que a tampa não fechava.


Emily Davis, porta-voz do parque, não quis comentar os detalhes e um porta-voz da OSHA, agência do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, confirmou que uma investigação está em andamento, mas se recusou a fornecer qualquer outra informação.

Ela garantiu que as pedras foram retiradas do prédio do museu e que ele está funcionando normalmente sem apresentar mais riscos aos funcionários ou visitantes.

O museu é um prédio pequeno, que serve para guardar artefatos de interesse científico e recebe entre 800 e mil visitantes por ano, inclusive crianças e jovens em idade escolar.

Um relatório do Serviço Regional de Parques obtido por Stephenson confirmou que a área teve leituras acima do normal e níveis altos de radioatividade perto da área de taxidermia, onde os baldes foram esquecidos.

O relatório indica que teriam sido registrados níveis 400 vezes superiores ao que é considerado o nível natural de radiação pela Comissão Regulatória de Energia Nuclear dos EUA.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Cristina Charão

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