Não há garantias contra extradição de Assange aos EUA, diz presidente do Equador
Correa disse não haver garantias caso Assange compareça à investigação
Internacional|Ansa

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse nesta sexta-feira (26) que ainda não há garantias para que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, não seja extraditado para os Estados Unidos, caso compareça à investigação por supostos crimes sexuais apontados pela justiça sueca.
Durante entrevista a uma rádio chilena, Correa afirmou que o primeiro passo para solucionar o problema seria o interrogatório por um agente sueco na sede diplomática do Equador na capital britânica. Segundo Correa, o interrogatório "é perfeitamente legal".
Correa disse também que outra saída, "um pouco mais complicada", seria a ida de Assange à Suécia com a garantia de que não seja extraditado a um terceiro país, "o que não foi concedido".
Assange está asilado na embaixada equatoriana em Londres desde 16 de agosto, gerando um impasse entre o governo de Correa e o Reino Unido. O equatoriano, no entanto, criticou a classificação do caso como um impasse.
— Quantos asilos a Suécia já concedeu a latino-americanos e nunca se falou em impasse?
Correa afirmou também que seu governo "nunca tentou obstruir a justiça sueca" e insistiu que "o asilo ao australiano foi concedido devido ao perigo para a vida ou liberdade de forma permanente, caso fosse extraditado a um terceiro país, pois havia indícios de que o devido processo não seria respeitado".













