Napolitano ganha tempo para refletir sobre formação do governo italiano
Internacional|Do R7
Roma, 29 mar (EFE).- O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, decidiu nesta sexta-feira tomar "algum tempo para a reflexão" após concluir sua segunda rodada de consultas com as principais forças parlamentares para a formação do novo Executivo. Segundo informou o porta-voz da Presidência da República, Pasquale Cascella, o chefe do Estado não discursará hoje para informar aos meios de comunicação sobre o resultado das consultas, que concluíram com uma delegação do Partido Democrata (PD), de Pier Luigi Bersani. "O presidente agora tomará algum tempo para a reflexão e não tenho nada mais a acrescentar a respeito", disse o porta-voz da Chefia do Estado aos jornalistas que esperavam uma comunicação oficial na sede da Presidência, o Palácio do Quirinal. A prática habitual das consultas do presidente da Itália prevê o discurso ao término das mesmas do próprio chefe do Estado ou do secretário-geral dessa instituição, Donato Marra, o que não aconteceu nesta ocasião. A Itália encara agora três dias de feriado por ocasião da Páscoa católica, por isso não se sabe se o chefe do Estado falará amanhã ou apenas na segunda-feira, uma vez que a reabertura da Bolsa de Milão, muito pendente do resultado destas consultas, não acontecerá até terça-feira. Napolitano comprimiu em um só dia, nesta sexta-feira, a nova rodada de contatos com as principais forças políticas, depois que ontem constatou que Bersani, líder da coalizão de centro-esquerda, não tinha alcançado os apoios necessários para formar governo durante seus seis dias de consultas. Todos os partidos se mantiveram hoje firmes nas posições que tinham defendido até agora, o que deixa Napolitano em uma complicada situação e como principal responsável da busca pela saída da ingovernabilidade. Depois que os partidos não conseguiram colocar-se de acordo, uma das principais opções é que Napolitano lhes proponha o nome do próximo primeiro-ministro, cargo para o qual, até o momento, analistas e meios de comunicação indicaram figuras alheias às forças políticas. EFE mcs/rsd













