Logo R7.com
RecordPlus

Netanyahu adverte que se não tiver calma em Israel, haverá barulho em Gaza

Internacional|Do R7

  • Google News

Jerusalém, 12 mar (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu nesta quarta-feira que se o sul de Israel não ficar em calma, Gaza também não ficará, e haverá "muito barulho" na faixa. "Se não tiver silêncio no sul de Israel, haverá barulho em Gaza, para dizer o mínimo", afirmou Netanyahu em entrevista coletiva em Jerusalém junto ao primeiro-ministro, David Cameron, transmitida pela televisão pública local. O líder reagiu assim ao lançamento nesta tarde de dezenas de foguetes contra o sul de seu país, em uma operação de represália da Jihad Islâmica pela morte, na terça-feira, de três de seus homens em um ataque aéreo israelense no sul da Faixa de Gaza. O chefe do governo israelense, que recebia Cameron para um jantar de trabalho, aludiu às duras condições meteorológicas que Israel tem sofrido nesses dias, e disse que seu país sofria, além disso, "uma chuva de foguetes". Ele confirmou que, embora sempre tenha planos operacionais, não tem nada para acrescentar neste momento. "Quero simplesmente insistir que se não há calma, se a população do sul de Israel não tem silêncio, haverá barulho, muito barulho, em Gaza", afirmou. Por sua vez, Cameron condenou o "ataque indiscriminado", e reiterou seu compromisso com a segurança de Israel, como já tinha feito nesta tarde durante um discurso no parlamento israelense (Knesset). "Insisto na necessidade de a população de Israel ter segurança, e toda solução (política ao conflito) deve garantir a segurança de Israel", ressaltou. O Ministério da Defesa de Israel ordenou nesta noite o fechamento de todas as passagens na fronteira com a Faixa de Gaza. Essa foi a resposta à ofensiva islamita após 90 foguetes e projéteis de morteiros. "Faremos com que os terroristas se arrependam", disse o ministro da Defesa, Moshe Ya'alon. Já o ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, afirmou ao canal "2" da televisão que "não restará alternativa que não tomar a faixa" palestina. Em uma decisão unilateral do ex-primeiro-ministro Ariel Sharon, e após quase quatro décadas de ocupação, Israel se retirou de Gaza em 2005. De lá saíram cerca de oito mil colonos.EFE elb-sar/cdr

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.