Netanyahu critica resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU
Conselho da organização lamentou a falta de cooperação de Israel com missão na região
Internacional|Do R7

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou o Conselho de Direitos Humanos da ONU de "não estar interessado nem nos fatos nem nos direitos humanos", após adotar nesta sexta-feira uma resolução que condenou a impunidade para os que cometeram crimes durante a ofensiva do ano passado em Gaza.
"No mesmo dia em que dispararam contra Israel desde o Sinai e enquanto o Estado Islâmico está cometendo ataques terroristas viciosos no Egito, enquanto (Bashar Al) Assad assassina seu povo na Síria e as execuções arbitrárias anuais crescem no Irã, o Conselho de Direitos Humanos da ONU decide condenar o Estado de Israel por atuar para se defender de uma organização terrorista assassina", criticou Netanyahu em comunicado.
O chefe do governo israelense acrescentou na nota que seu país é "uma democracia estável no Oriente Médio que respeita a igualdade de direitos e atua de acordo com a legislação internacional". "Os que têm medo de atacar abertamente o terrorismo, no final sofrerão o terrorismo", sentenciou. Netanyahu acusou o conselho de ter aprovado mais decisões contra seu país do que contra todos os demais juntos e garantiu que "Israel seguirá defendendo seus cidadãos".
O organismo da ONU adotou hoje uma resolução em que instou todas as partes envolvidas no conflito da Palestina a colaborar com a investigação preliminar realizada pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) sobre os 50 dias de enfrentamentos na Faixa de Gaza. O Conselho se mostrou "alarmado pela prolongada, impune e sistemática violações do direito internacional, o que permitiu a repetição de graves violações sem que houvesse consequências".
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Uma missão de investigação criada pelo mesmo Conselho lamentou recentemente que os responsáveis pelos graves crimes ocorridos na ofensiva não tenham sido julgados. A resolução lamentou a falta de cooperação de Israel com essa missão "e sua recusa em permitir o acesso dos organismos internacionais de direitos humanos" para investigar supostas violações do direito internacional nos territórios palestinos ocupados, incluída Jerusalém Oriental.
A comissão acusou tanto as Forças Armadas israelenses como os grupos armados palestinos de cometer atrocidades que podem constituir crimes de guerra durante os confrontos de julho e agosto de 2014, que mataram 2.251 palestinos (1.462 deles civis e 551 crianças) e 67 soldados e seis civis do lado israelense.
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