Netanyahu pede que Supremo permita evacuação de Bab Al-Shams
Internacional|Do R7
Jerusalém, 12 jan (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deu ordens para evacuar o acampamento palestino de Bab Al-Shams (Porta do Sol), em Jerusalém Oriental, tão breve o quanto a Justiça permita. "O primeiro-ministro ordenou às Forças de Segurança que evacuem em curto prazo os palestinos que se reuniram na área entre Ma'aleh Adumim e Jerusalém", informou o escritório de comunicação do chefe do Governo em comunicado divulgado neste sábado. "Para isso, o Estado pedirá nesta tarde, ao Tribunal Supremo, que rescinda o mandamento judicial que tinha ditado e que está atrasando a evacuação. Até que a Corte Suprema responda a moção do Estado, o primeiro-ministro ordenou o fechamento de todas as estradas de acesso à zona para impedir protestos", acrescenta a nota. A área "foi declarada zona militar fechada", conclui o comunicado. O Supremo tinha emitido anteriormente uma decisão que proibia a evacuação de centena de palestinos acampados durante seis dias, a não ser que houvesse uma situação de emergência. Ao redor de 250 palestinos instalaram ontem 22 tendas de campanha em terras palestinas situadas em parte da zona onde Israel impulsiona a construção da colônia judia conhecida como E1, que uniria Ma'aleh Adumim com Jerusalém Oriental, um projeto que provocou a condenação da comunidade internacional. A ação é organizada pelos Comitês de Coordenação de Resistência Popular palestinos, que pretendem com ela reivindicar o direito dos palestinos a ocupar e desfrutar de suas terras. Mais de 100 pessoas dormiram ontem à noite no local e se negaram a acatar as ordens policiais de abandonar o lugar. Ao longo do dia, dezenas de pessoas se aproximaram do acampamento para mostrar sua solidariedade e levar aos acampados água, comida e cobertores. A intenção dos organizadores é que Bab Al-Shams se mantenha e cresça para se transformar em um novo povoado palestino, que serviria para "se estabelecer no terreno" tal como fazem os colonos judeus nos territórios ocupados da Cisjordânia e Jerusalém Oriental. EFE aca/ff











