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Netanyahu segue sem coalizão de governo e Israel pode ter novo pleito

Dissolução da Câmara está sendo debatida. Se acontecer, novas eleições serão convocadas e será a primeira vez que a votação será repetida no país

Internacional|Da EFE

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Netanyahu continua sem acordo para uma coalizão
Netanyahu continua sem acordo para uma coalizão

Faltando apenas 12 horas para expirar o prazo para a formação de governo em Israel nesta quarta-feira (29), o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu continua sem acordo para uma coalizão e parece optar pela realização de novas eleições para não dar chances à oposição.

Os deputados começaram a debater a lei de dissolução da Câmara, que foi aprovada em primeira leitura (66 votos a favor dos 120) e será votada em segunda e terceira leituras hoje.


Se o Parlamento for dissolvido, serão convocadas novas eleições gerais para 17 de setembro, a primeira vez que a votação será repetida na história do país.

Caso a dissolução não seja aprovada, o presidente do país, Reuven Rivlin, poderá encarregar a formação de governo a outro deputado.


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Além disso, poderia ocorrer — embora pareça menos provável — que o líder dê um novo prazo de duas semanas ao primeiro-ministro interino para continuar negociando, algo que deve ser aprovado por uma maioria simples no Parlamento.

O problema é o mesmo que provocou a convocação de eleições antecipadas: os desacordos em torno da lei que pretende a incorporação ao serviço militar obrigatório de três anos para os homens e de dois para as mulheres da população ultra-ortodoxa, até agora majoritariamente isenta desta obrigação nacional.


Lieberman, ex-titular de Defesa e um dos parceiros imprescindíveis para a coalizão de direita e religiosa que Netanyahu tenta montar, exige que a lei seja aprovada, mas os partidos ultraortodoxos, cujo apoio ao primeiro-ministro também é fundamental, pedem mudanças que permitam à população continuar evitando o serviço militar. Estas duas posturas parecem irreconciliáveis.

Em preparação para possíveis eleições, o Likud, partido de Netanyahu, fechou ontem um acordo com o partido Kulanu, do antigo ministro Moshe Kahlon, pelo qual ambas as formações se apresentariam juntas ao próximo pleito, caso aconteça.

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