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Nigéria não confirma suposto assassinato de 7 reféns estrangeiros

Internacional|Do R7

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Lagos, 12 mar (EFE).- A Nigéria parece não dispor de nenhuma informação em relação à morte dos sete reféns estrangeiros que supostamente teria ocorrido na última semana, uma ação que, no entanto, acabou sendo confirmada pelos ministérios das Relações Exteriores do Reino Unido, da Itália e da Grécia, países de origem de três dos sequestrados. O governo nigeriano não emitiu nenhum comunicado sobre o assunto até o momento, mas o ministro de Informação do país, Labaran Maku, admitiu não ter recebido notícias sobre os tais reféns, enquanto o titular de Interior, Abba Moro, indicou que as mortes ainda não estão confirmadas. "Esta declaração (o assassinato dos reféns) não foi confirmada. Enquanto ela não for confirmada, o governo deverá fazer tudo o que for possível para salvar suas vidas", declarou Moro, citado nesta terça-feira pelo jornal local "Nation". Segundo o jornal local, uma fonte governamental anônima assegurou que a Nigéria não se pronunciou sobre "a suposta execução dos reféns", que foram sequestrados no norte da Nigéria no último dia 16 de fevereiro, porque as autoridades não puderam verificar o fato. "Estamos trabalhando com várias pistas e, por isso, o governo ainda não se manifestou. Estamos tentando localizar o lugar no qual (supostamente) os estrangeiros teriam sido assassinados para resgatar seus corpos. Vários agentes de segurança e de inteligência já estão no estado de Bauchi e em outras regiões do nordeste", apontou a fonte. Por sua parte, o porta-voz da Polícia de Bauchi, Hassan Mohammed, admitiu desconhecer o estado do caso. "Não temos nenhuma informação sobre a morte dos reféns. Sinceramente, não posso dizer nada porque não sei de nada. Seguimos investigando, mas, por enquanto, não sabemos como anda a situação", afirmou. No entanto, no final da última semana, os ministérios das Relações Exteriores do Reino Unido, Itália e Grécia confirmaram o assassinato de seus concidadãos. Ontem, um vídeo datado no dia 9 de março e supostamente publicado pelos sequestradores - a seita fundamentalista islâmica Ansaru - mostrava a um homem armado junto a vários corpos empilhados, os quais supostamente pertencem aos sete estrangeiros sequestrados. No vídeo, a Ansaru relata que os reféns foram mortos em resposta às tentativas do Reino Unido e da Nigéria de libertá-los, um feito que foi desmentido pelas autoridades. Com uns 170 milhões de habitantes integrados em mais de 200 grupos tribais, a Nigéria, o país mais povoado da África, sofre múltiplas tensões por causa de suas profundas diferenças políticas, econômicas, religiosas e territoriais. EFE da/fk

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