Novo primeiro-ministro interino da oposição síria pede unidade contra Assad
Internacional|Do R7
Cairo, 14 set (EFE).- O novo primeiro-ministro interino da oposição, Ahmed Touma, que foi eleito neste sábado pela Coalizão Nacional Síria (CNFROS), pediu a todas as forças opositoras superarem suas diferenças para se unirem contra o regime do presidente Bashar al Assad. "Não devemos parecer ilhas desniveladas e com confrontos. Temos que aplicar um só plano, no qual as missões devem ser distribuídas por especialidades", afirmou Touma em entrevista coletiva realizada em Istambul, na Turquia, e transmitida pelas televisões árabes. O novo primeiro-ministro interino da oposição, um islamita moderado de 48 anos, foi eleito com quase 80% dos votos dos 115 membros da Secretaria-Geral da CNFROS. Após sua escolha, Touma adiantou que formará um governo interino "em breve" com um projeto nacional, "que completará a revolução e que alcançará a segunda independência". Entre os planos de seu Executivo estará o desenvolvimento de uma estratégia para administrar as zonas "liberadas" pelos rebeldes e outra para realizar a ação militar em coordenação com o comando supremo do Exército Livre Sírio (ELS). Touma ressaltou que as instituições serão reconstruídas nessas áreas e a segurança será restabelecida, assim como a soberania nacional, além de proteger as propriedades e os fundos públicos e privados. O primeiro-ministro interino quer também reativar a atividade econômica e investir os recursos do país para servir o povo. "Levantaremos uma nova república para todos os sírios, a república do ser humano, na qual não haja lugar para os assassinatos e os criminosos", prometeu Touma, que ressaltou que seu governo eliminará a discriminação e se aprofundará na coesão social. "A Síria voltará a ser um estado ativo de forma positiva em seu contexto regional e internacional, passando a cumprir suas obrigações", assegurou. O novo primeiro-ministro interino da oposição substitui Ghassan Hitto, que renunciou no último dia 8 de julho depois de não ter conseguido formar um governo. O novo primeiro-ministro do governo interino de oposição foi um dos 12 signatários da chamada "Declaração de Damasco", apresentada no dia 16 de outubro de 2005 pela União Nacional Democrática, que aglutina a maioria dos partidos políticos proibidos na Síria e que pedia a Assad realizar reformas democráticas no país árabe. Por este motivo, em dezembro de 2007, os ativistas foram detidos e, um ano depois (29 de outubro de 2008), condenados a 30 meses de prisão, onde permaneceu até ser libertado em junho de 2010. EFE ms-ssa/fk













