Novo primeiro-ministro tunisiano pede apoio de todos os cidadãos
Internacional|Do R7
Túnis, 22 fev (EFE).- O novo primeiro-ministro transitório tunisiano, Ali Laridi, pediu nesta sexta-feira o esforço de todos os cidadãos para conquistar a estabilidade, a prosperidade e a democracia, após receber a incumbência de formar um novo Executivo. "Nosso país precisa, nesta etapa, do esforço de todos para alcançar a estabilidade, a prosperidade e a democracia", disse Laridi em um breve discurso após receber do presidente de Tunísia, Moncef Marzouki, a incumbência de compor gabinete, após a renúncia na terça-feira de Hamadi Jabali, secretário-geral do partido islamita Al-Nahda. A Tunísia está imersa em uma crise política que eclodiu no último dia 6 após o assassinato do dirigente opositor Chukri Bel Aid, e que levou à renúncia, na terça-feira passada, do chefe anterior do Executivo. "Iniciaremos contatos para formar um governo novo que será o governo de todos os tunisianos e atuará sobre essa base, por considerá-los todos iguais em direitos e obrigações", disse Laridi, que ocupava até agora o cargo de ministro do Interior. O novo presidente do governo tunisiano, que passou 17 anos preso durante a era do ditador Zine el-Abidine Ben Ali (1987-2011), não deu detalhes sobre a formação da nova equipe e declarou que falará "das prioridades nacionais" em outra ocasião. Al-Nahda, principal força política na Assembleia Nacional Constituinte, com 89 das 217 cadeiras, lidera a aliança governista na qual também estão incluídos o Congresso Pela República (CPR) do presidente, Moncef Marzouki, e o Takatol, do presidente do Parlamento, Mustafa Ben Yafaar. Horas antes, o porta-voz da presidência do país, Adnan Manser, informou que Laridi terá um prazo de 15 dias, a partir de hoje, para formar um novo gabinete e definir seu programa de governo. No entanto, Manser contou que Marzouki lhe pediu que forme sua equipe rapidamente porque o país "não pode esperar muito". O porta-voz explicou que uma vez que o novo primeiro-ministro tiver formado seu gabinete e redigido seu programa, o entregará ao chefe de Estado. Mais tarde, o documento será submetido a votação na Assembleia Nacional Constituinte (ANC) em um prazo de três dias. EFE ma-jfu/tr













