Logo R7.com
RecordPlus

Novos distúrbios deixam 2 mortos e 5 feridos em Johanesburgo

Onda de violência na capital da África do Sul já deixou dez pessoas mortas, em série de incidentes que parecem estar relacionados à xenofobia 

Internacional|Da EFE

  • Google News
Distúrbios em Johanesburgo já duram vários dias
Distúrbios em Johanesburgo já duram vários dias

Novos episódios de distúrbios e saques com ares de xenofobia em Johanesburgo, capital da África do Sul, ocorridos no domingo (8), deixaram pelo menos dois mortos e cinco feridos, subindo para dez o número de pessoas que perderam suas vidas após o início da onda de violência, segundo confirmaram hoje fontes policiais à Agência Efe.

A primeira morte ocorreu ontem pela manhã, no bairro de Hillbrow (localizado no centro e um dos distritos mais perigosos de Johanesburgo), por facadas.


Já a segunda aconteceu à noite, na região de Malvern, no leste da capital, que, juntamente com a vizinha Jeppestown, concentrou a maioria dos distúrbios ocorridos durante o dia, segundo explicou à Efe, Wayne Minnaar, porta-voz da Polícia Metropolitana de Johanesburgo.

No total, 17 pessoas foram presas como resultado deste último capítulo de incidentes, que na semana passada já havia deixado mais de 400 detidos.


'Estrangeiros devem sair'

Ontem, os distúrbios começaram depois que um grupo de pessoas provocou uma confusão durante um encontro organizado entre moradores e o político e líder zulu, Mangosuthu Buthelezi, onde marcharam armados e gritando palavras de ordem como "os estrangeiros devem sair", de acordo com o jornal local Sowetan.


Durante os tumultos, houve novamente queima de carros, alguns edifícios e saques de lojas.

"Acredito que se trata de pura criminalidade, pois algumas das lojas que foram incendiadas não pertenciam a estrangeiros, pertenciam a sul-africanos", disse David Tembe, diretor da polícia metropolitana, em declarações publicadas hoje pelo site de notícias Eyewitness News.

Hoje, a situação permanece calma, segundo confirmou o porta-voz da polícia, mas aconselha que os cidadãos evitem as áreas problemáticas.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.