Novos saques e protestos policiais na Argentina deixam 1 morto e 40 feridos
Quadrilhas aproveitam para roubar lojas após greve de policiais em seis Províncias do país
Internacional|Do R7

Pelo menos uma pessoa morreu e 40 ficaram feridas nas últimas horas na Argentina durante novos saques durante protestos policiais por aumento salarial, que se estenderam a seis Províncias do país e causaram ao todo três mortes, disseram nesta segunda-feira (9) fontes oficiais.
A última vítima morreu eletrocutada na madrugada desta segunda-feira na cidade de Concordia, na Província de Entre Ríos (a 430 km de Buenos Aires), informou o governador provincial, Sergio Uribarri.
"Tudo indica que estava no local dos saques", confirmou hoje Uribarri à emissora Todo Noticias, sem dar mais detalhes sobre o ocorrido.
O chefe de gabinete argentino, Jorge Capitanich, advertiu nesta segunda-feira que os tumultos foram parecidos em todas as Províncias: começaram com uma greve de policiais por reivindicações salariais e quadrilhas organizadas aproveitam a ausência de forças de segurança para roubar e "gerar caos e tensão".
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"Não é o método nem a maneira de propor reivindicações salariais gerando extorsão aos governos provinciais", disse Capitanich sobre as exigências policiais, em declaração à imprensa.
Na véspera do 30º aniversário do retorno da Argentina à democracia, Capitanich afirmou que os incidentes que sacodem o país são inéditos e propositais.
— Não é por acaso que esse aspecto autoritário pretenda solapar as bases de legitimidade democrática, ao se completarem 30 anos de democracia ininterrupta.
Os protestos policiais começaram na semana passada em Córdoba (a 700 km de Buenos Aires), onde morreu uma pessoa, mais de 200 ficaram feridas e cem foram detidas durante uma onda de roubos e saques que causou graves prejuízos em pelo menos mil lojas da cidade.
Desde então, os distúrbios se estenderam por Buenos Aires, Rio Negro, Santa Fé, Neuquén, Catamarca e Chaco.
Em Córdoba, Neuquén e Catamarca, os policiais voltaram às ruas após conseguir acordos com as autoridades provinciais por salários melhores.
O governo federal esclareceu sua responsabilidade nos conflitos salariais, já que as policiais provinciais dependem dos governos locais, mas durante o fim de semana enviou reforços da guarda civil e da Prefeitura para prevenir uma onda de saques como a de Córdoba.











