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Número de crianças que trabalham caiu um terço na última década, mas 168 milhões ainda são exploradas

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, mais da metade está em atividades de risco

Internacional|Do R7

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África e Ásia concentram maior parte do trabalho infantil no mundo
África e Ásia concentram maior parte do trabalho infantil no mundo

Relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho) divulgado nesta segunda-feira (23) mostra que o número de crianças que trabalham no mundo caiu um terço desde 2000, baixando de 246 milhões para 168 milhões.

Apesar da queda, a organização diz que essa diminuição não é suficiente para alcançar a meta pactuada pela comunidade internacional, por meio da ação da OIT, de eliminar as piores formas de trabalho infantil até 2016.


Para o diretor Geral da OIT, Guy Ryder, os progressos ainda “são muito lentos”.

— Estamos nos movendo na direção correta, mas os progressos ainda são muito lentos. Se realmente queremos acabar com o flagelo do trabalho infantil no futuro próximo, então é necessário intensificar os esforços em todos os níveis. Existem 168 milhões de boas razões para fazê-lo.


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As últimas estimativas da OIT, publicadas às vésperas da Conferência Global sobre Trabalho Infantil, que será realizada em Brasília, em outubro, mostram que grande parte desse progresso se deu entre 2008 e 2012, quando o número de crianças trabalhando ao redor do globo caiu de 215 milhões para os atuais 168 milhões.


O relatório identifica várias ações que têm impulsionado os progressos na luta contra o trabalho infantil nos últimos anos. Dentre elas, destacam-se os investimentos em educação e proteção social.

Outras ações incluem “o compromisso político dos governos, o crescente número de ratificações das Convenções sobre trabalho infantil da OIT, as decisões políticas acertadas e os marcos legislativos sólidos”.


Atividades de risco

De acordo com a OIT, mais da metade das crianças trabalhadoras no mundo está envolvida em atividades perigosas. São atividades que colocam em risco sua saúde, segurança e desenvolvimento moral.

O número atual de crianças que realizam trabalhos perigosos é de 85 milhões, diante dos 171 milhões que havia em 2000.

O trabalho perigoso é frequentemente tratado como indicador substitutivo das Piores Formas de Trabalho Infantil, uma vez que as crianças que realizam estes trabalhos representam a maioria dos incluídos nesta categoria.

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