Nuon Chea admite responsabilidade por crimes dos Khmeres Vermelhos
Internacional|Do R7
Bangcoc, 30 mai (EFE).- O número dois dos Khmeres Vermelhos, Nuon Chea, admitiu nesta quinta-feira pela primeira vez sua responsabilidade na morte de 1,7 milhão de cambojanos entre 1975 e 1979 e mostrou arrependimento diante do tribunal que o julga por crimes contra a humanidade. O ideólogo da organização lamentou os fatos que ocorreram "intencionalmente e não intencionalmente", dos quais se declarou "responsável moral", e expressou suas condolências aos familiares das vítimas que estavam presentes na corte, informou o canal "CNC". Durante a mesma audiência, o ex-chefe de Estado Khieu Samphan lamentou o "sofrimento indescritível" que viveram os cambojanos durante o regime e também manifestou condolências às vítimas, mas insistiu que seu cargo não tinha nenhum poder real e que desconhecia as condições de vida da população. Nuon Chea, de 86 anos, e Khieu Samphan, de 81, são os dois dirigentes do regime de Khmeres Vermelhos processados pelo tribunal internacional, que os acusa de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio. Neste caso, que começou em junho de 2011, também foram acusados o ex-ministro das Relações Exteriores Ieng Sary, que morreu em março, e sua esposa e ex-ministra de Assuntos Sociais Ieng Thirith, que foi liberada em setembro de se sentar no banco dos réus pelo Alzheimer que padece. O chefe torturador do regime, Kaing Guek Eav, conhecido como Duch, foi o primeiro acusado a ser julgado e condenado a prisão perpétua por sua responsabilidade na morte de umas 16 mil pessoas no centro de detenção e torturas de Tuol Sleng, em Phnom Penh, que dirigiu. Cerca de 1,7 milhão de cambojanos morreram entre 1975 e 1979 na limpeza étnica e nas deportações maciças ao campo que realizaram em condições infrahumanas para instaurar um regime socialista rural de orientação maoísta. O chefe supremo dos Khmeres Vermelhos, Pol Pot, morreu em 1998 na selva do norte do Camboja. EFE jcp/tr












