O futuro do terrorismo está nos "extremistas de origem doméstica", afirma Obama
Presidente norte-americano discursou nesta quinta-feira (23) em defesa de sua política de contraterrorismo
Internacional|Do R7

O presidente norte-americano Barack Obama defendeu, nesta quinta-feira (23), sua política de segurança e alertou que o país enfrenta uma "encruzilhada" para garantir a defesa nacional diate das recentes ameaças. Neste sentido, o líder afirmou que os "extremistas de origem doméstica" são o futuro do terrorismo.
Com as novas tecnologias disponíveis, o democrata alertou que qualquer americano pode acessar materiais de propaganda radical e facilmente aprender a matar. Obama afirmou que o mais difícil é manter a vigilância sem afetar as liberdades individuais. Mas, ele também declarou que o extremismo doméstico não é novidade para o país, e lembrou incidentes como o atentado de Oklahoma, que matou 168 pessoas em 1995 e foi praticado por um cidadão americano.
Anistia Internacional volta a criticar Obama por prisão de Guantánamo
Obama diz que Síria é problema internacional e EUA não agirão sozinhos
Obama também ressaltou as novas características do terrorismo ao defender que os alvos de segurança dos EUA não podem se limitar aos supostos Estados que financiam ou encobrem movimentos extremistas. De acordo com o presidente, a ameaça terrorista hoje está mais "difusa" e por isso, representações diplomáticas e cidadãos americanos no exterior podem ser alvos de ataques.
Com este argumento, o líder tentou justificar simultaneamente a utilização das novas tecnologias como os aviões não-tripulados no combate ao terrorismo e a diminuição do efetivo militar em frentes de batalha como no Afeganistão e Iraque.
O presidente americano afirmou que ao invés de gastar trilhões com guerras como no Iraque e Afeganistão, este mesmo investimento poderia ser utilizado em programas de treinamento para forças militares aliadas ou ações de cunho social.
—Não podemos recorrer à força em todos os lugares onde há uma ideologia radical enraizada. E na ausência de uma estratégia que reduza o extremismo na fonte, uma guerra perpétua - com drones, comandos ou mobilizações militares - estaria perdida de antemão e mudaria a face de nosso país..
Reino Unido
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou o assassinato de um soldado britânico por dois supostos extremistas islâmicos em Londres.
O presidente americano considerou o ataque "horrível" e "chocante".
"Os Estados Unidos se mostram solidários ao Reino Unido, país aliado e amigo, contra o extremismo violento e o terrorismo", indicou Obama em uma nota oficial.
"Não há absolutamente justificativa alguma para tais atos. Nossos pensamentos e preces estão com a família da vítima, a polícia e os serviços de segurança que trabalham neste caso horrível, assim como com as comunidades amparadas por eles e com o povo britânico", afirmou Obama.
"Nossa relação especial com o Reino Unido é muito importante em tempos de adversidades".
O presidente disse ainda que sua viagem para a Irlanda do Norte, para participar da cúpula do G8, no próximo mês, incluirá debates sobre as ameaças sofridas pelos Estados Unidos e a Grã-Bretanha.
Os oficiais britânicos reconheceram a vítima dos ataques desta quarta-feira (22) como sendo Lee Rigby, um atirador do segundo batalhão do Regimento Real de Fuzileiros.
Rigby foi apunhalado até a morte por dois homens armados com facas de cozinha e um cutelo que depois denunciaram o governo britânico e seu envolvimento militar em países islâmicos.
O que acontece no mundo passa por aqui
Moda, esportes, política, TV: as notícias mais quentes do dia









