Obama acalma preocupação de Netanyahu com possível acordo com Irã
Internacional|Do R7
Washington, 8 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou nesta sexta-feira para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para tentar acalmar a preocupação diante de um possível acordo entre as potências ocidentais e o Irã sobre o programa nuclear de Teerã. Obama falou com Netanyahu dos esforços em curso em Genebra "para promover uma resolução pacífica das preocupações da comunidade internacional sobre o programa nuclear do Irã", indicou a Casa Branca em comunicado. O líder americano informou Netanyahu do estado das negociações em Genebra entre o Grupo 5+1 (China, França, EUA, Reino Unido e Rússia mais Alemanha) e o Irã. Obama reforçou para o primeiro-ministro israelense seu "firme compromisso" de evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear e lembrou que isso é precisamente o fim das negociações em curso em Genebra. O telefonema de Obama aconteceu depois de Netanyahu expressar hoje ao secretário de Estado dos EUA, John Kerry, sua taxativa oposição ao acordo que as potências ocidentais tentam fechar com o Irã, porque, segundo disse, "os iranianos receberam tudo sem dar nada em troca". "Israel rejeita de forma taxativa e muitos (líderes) na região compartilham o que digo; alguns dirão em público e outros não", afirmou Netanyahu após a reunião que teve com Kerry, a terceira nos últimos três dias. Eles se encontraram no aeroporto de Tel Aviv para fechar os detalhes das últimas gestões de Kerry na região, tanto no tema do programa nuclear iraniano como sobre as negociações de paz entre israelenses e palestinos. Enquanto, em Genebra a negociação sobre o programa nuclear do Irã poderia estar próxima de uma solução com um acordo entre os ministros das Relações Exteriores das principais potências esperam fechar de forma definitiva nas próximas horas. A chegada a Genebra de Kerry e seus colegas da França, Laurent Fabius; Reino Unido, William Hague, e Alemanha, Guido Westerwelle, deu um claro indício sobre a oportunidade real que se abriu para alcançar um acordo. Esse acordo incorporaria medidas concretas que o Irã deveria cumprir de forma imediata, como limitar o processo de enriquecimento de urânio a 20% e fazer com que as reservas existentes deixem de ser utilizáveis. Em troca foram aliviadas as sanções econômicas contra o Irã, relacionadas ao bloqueio de seus fundos no exterior e com o comércio de minerais e produtos petroquímicos. A suspensão parcial das sanções depende diretamente de o Irã cumprir seus compromissos e é reversível. EFE mb/cd











