Obama adverte Senado e diz que vetará proposta de novas sanções contra o Irã
Internacional|Do R7
Washington, 19 dez (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vetará a proposta de novas sanções contra o Irã que foi apresentada no Senado por um grupo bipartidário de legisladores e que deveriam impor aos EUA um ano de prazo para que as negociações com o governo iraniano dessem frutos, informou nesta quinta-feira a Casa Branca. "Se as sanções forem aprovadas, o presidente vai apresentar seu veto", disse Jay Carney, porta-voz presidencial, em sua entrevista coletiva diária. "Aprovar agora uma nova legislação com sanções destruiria nossos esforços para alcançar uma resolução pacífica", ressaltou Carney. A iniciativa, respaldada por 13 senadores democratas e outros tantos republicanos, detalha as sanções que poderiam entrar em vigor caso o acordo alcançado em Genebra entre o grupo do 5+1 (França, Reino Unido, China, Rússia e EUA) e o Irã fracassasse, incluindo um bloqueio global das exportações petrolíferas iranianas. Os senadores Bob Menendez, democrata por Nova Jersey, e Mark Kirk, republicano por Illinois, defenderam a proposta como uma espécie de "seguro", caso o pacto temporário atual não dê resultados. "As atuais sanções forçaram o Irã ir à mesa de negociações, e uma ameaça crível de futuras sanções requereria que o Irã cooperasse e atuasse de boa fé na mesa", afirmaram os senadores em comunicado conjunto. O acordo selado em Genebra congela parcialmente o programa nuclear iraniano em troca de um levantamento limitado das sanções, fato que foi considerado como "um primeiro passo" por Obama. Durante as últimas semanas, o secretário de Estado, John Kerry, e o secretário do Tesouro, Jack Lew, realizaram diversas reuniões no Congresso para pedir aos legisladores que respaldassem o pacto. Por sua vez, a porta-voz adjunta do Departamento de Estado, Marie Harf, criticou hoje a proposta dos senadores com veemência. "Esta legislação não oferece ao presidente e nem à equipe negociadora a flexibilidade necessária para conseguir uma resolução diplomática com o Irã", afirmou Marie em sua entrevista coletiva diária. EFE afs/cdr-fk












