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Obama afirma que proposta russa sobre armas químicas da Síria é "positiva"

Internacional|Do R7

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Washington, 9 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta segunda-feira que a proposta russa para que o suposto arsenal de armas químicas da Síria fique sob controle internacional é um passo "positivo" e, que se o regime sírio a aceitar, suspenderia um ataque, mas advertiu que não aceitará táticas dilatórias. "É possível que alcancemos um avanço, mas teremos que acompanhar e não queremos simplesmente um atraso ou uma tática dilatória para tirar a pressão que temos sobre eles", disse Obama à "CNN", em uma das entrevistas concedidas hoje a vários canais americanos para defender seu plano de um ataque militar na Síria. Em outra entrevista, dessa vez para a "ABC", Obama disse que um ataque militar contra a Síria seria suspenso se Assad aceitasse pôr seu arsenal de armas químicas sob controle da comunidade internacional. Durante a entrevista a "CNN", Obama se dirigiu ao presidente sírio, Bashar al Assad, a quem disse que pode evitar uma ação militar dos EUA. O líder americano considerou que a ameaça de um possível ataque militar contra Damasco - que ainda deve ser autorizado por ambas câmaras do Legislativo - contribuiu para proposta atual de Moscou que as supostas armas químicas do regime sírio passem ao controle da comunidade internacional. "Tenho que dizer que é improvável que tivéssemos chegado a este ponto onde surgem declarações públicas como estas sem uma ameaça militar crível para lidar com o uso de armas químicas dentro da Síria", disse Obama, ao referir-se ao ataque do último dia 21 de agosto que, segundo os EUA, foi cometido pelo regime sírio e deixou mais de 1.400 mortos. Obama reiterou sua advertência que as armas químicas "representam uma ameaça significativa para todas as nações e em particular para os EUA". O presidente visitará o Capitólio amanhã horas antes de emitir um discurso pela televisão, como parte de sua campanha para convencer o Congresso e a opinião pública sobre a urgência de atacar a Síria. Às vésperas de que Obama se dirija à nação para pressionar por medidas contundentes contra a Síria, uma nova pesquisa conjunta da "CNN" e da ORC International indicou que só 40% dos americanos aprovam sua gestão em política externa. Essa porcentagem reflete uma diminuição em relação à taxa de aprovação de 54% no último mês de janeiro. Além disso, apenas três de cada dez americanos indagados disse aprovar a gestão de Obama da crise na Síria, enquanto 63% desaprova, segundo a enquete de caráter nacional. EFE mp-jmr/rsd

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