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Obama celebra que seu reforma da saúde "está aqui para ficar"

Internacional|Do R7

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Washington, 25 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comemorou nesta quinta-feira que sua reforma da saúde "esteja aqui para ficar" após o aval dado pela Corte Suprema aos subsídios federais para comprar seguros médicos, dos quais dependem 6,4 milhões de cidadãos e um dos pilares da lei. "Houve sucessos e revezes, as revezes são lembrados claramente. Mas não há nenhuma dúvida que esta lei está funcionando e mudou, e inclusive salvou em alguns casos vidas americanas", disse Obama em discurso na Casa Branca após saber da esperada decisão judicial. Com seis votos a favor e três contra, esta é a segunda vez que o Supremo salva uma peça-chave da reforma de Obama, depois que em 2012 aprovou a constitucionalidade do núcleo da lei: a obrigação de todo americano de contratar um seguro médico, sob penalização de multa anual. "Cinco anos depois, o 'Obamacare' (como seus opositores batizaram a lei) já não é jogo político, isto é a saúde dos Estados Unidos, há muita gente beneficiada pela lei, inclusive muitos que não sabem disso", defendeu Obama. A reforma da saúde, o maior sucesso nacional de Obama, recebeu desde sua promulgação em 2010 ataques incontáveis do Partido Republicano, que usou esta lei durante cinco anos como arma contra o presidente. "Isto não é uma coisa abstrata, não é uma discussão política, é uma realidade, podemos ver como está funcionando, inclusive melhor do que esperávamos", defendeu Obama. E apoiou suas palavras com dados: mais de 16 milhões de pessoas obtiveram cobertura de saúde desde a aprovação da lei, o país tem o número de pessoas sem seguro médico mais baixo desde que se têm dados e baixou o preço das apólices de quem já tinha seguros. A decisão de hoje do Supremo era essencial para os 6,4 milhões de cidadãos de 34 estados, quase todos com Parlamentos ou governos sob o poder republicano, que não têm mercados estaduais para que as pessoas sem seguro adquiram um particular com a reforma da saúde de Obama. Se o Supremo tivesse dado a razão aos quatro moradores do estado da Virgínia que interpuseram o processo, o governo federal teria que deixar de dar os subsídios aos cidadãos destes estados. "É uma parte essencial da lei, que fez com que muitos americanos tenham um seguro independentemente de onde vivam. (Se o Supremo tivesse apoiado os litigantes) Muitíssimas pessoas teriam ficado sem seguro de novo, aumentaria o preço de todas as apólices e os Estados Unidos andariam para trás, e nós não fazemos isso, nós vamos para frente", afirmou Obama. "Continuaremos trabalhando para ter mais gente coberta, para que mais gente aproveite a lei, pondo a política de lado. (...) Hoje é um bom dia para os Estados Unidos", concluiu o presidente. EFE cg/ma (foto)

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