Obama: "Congresso deve começar neste ano a suspender embargo sobre Cuba"
"Quando o que você está fazendo há 50 anos não funciona, é hora de tentar algo novo"
Internacional|Do R7

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira (20) que o Congresso do país deve começar "neste ano" a suspender o embargo comercial sobre Cuba, seguindo sua mudança de política em relação ao país caribenho, que "tem o potencial de acabar com um legado de desconfiança" no continente americano.
"Em Cuba, acabamos com uma política cuja data de validade tinha expirado há muito tempo. Neste ano, o Congresso deveria começar o trabalho de acabar com o embargo", afirmou Obama em seu discurso sobre o Estado da União no Capitólio. — Como disse Sua Santidade, o papa Francisco, a diplomacia é um trabalho de 'pequenos passos'. Esses pequenos passos levaram a uma nova esperança para o futuro em Cuba".
Propostas de Obama abrangem desigualdade e terrorismo
Obama destacou que o anúncio de normalização das relações com Cuba, feito por sua Administração no dia 17 de dezembro, era necessário porque "quando o que você está fazendo há 50 anos não funciona, é hora de tentar algo novo". — Nossa mudança na política em relação a Cuba tem o potencial de acabar com um legado de desconfiança em nosso continente, elimina uma hipócrita desculpa para as restrições em Cuba, respalda os valores democráticos, e estende a mão da amizade ao povo cubano.
Obama aproveitou para dar as "boas-vindas" a Alan Gross, um ex-funcionário terceirizado do governo americano preso em Cuba em 2009 e libertado em dezembro dentro dos acordos entre Washington e Havana. "Obrigado, obrigado", murmurou Gross, de pé e com os punhos para o alto, no camarote de convidados da primeira-dama, Michelle Obama, de onde acompanhou o discurso ao lado de sua mulher, Judy.
O discurso de Obama acontece um dia antes da chegada a Cuba da delegação americana do mais alto escalão que visita a ilha em décadas, para reuniões que servirão para traçar a agenda que conduzirá a normalização de suas relações, com a abertura de embaixadas como um dos assuntos prioritários.











