Obama destaca progresso do México e pede abandonarem "velhos estereótipos"
Internacional|Do R7
Cidade do México, 3 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, destacou nesta sexta-feira "o impressionante progresso do México" e pediu para deixar de lado "velhos estereótipos" em uma relação bilateral "onde não existe sócio majoritário ou minoritário". "A grande aliança entre nossos dois países não apenas continuará, crescerá ainda mais forte, mais ampla", prometeu Obama em um discurso emocionado diante de centenas de jovens universitários que começou com uma saudação ao México "lindo e querido", em espanhol. "É hora de reconhecer novas realidades do México de hoje", disse o líder americano, que comentou que vê um país que "está aprofundando sua democracia" e "tomando o lugar que lhe cabe no mundo". Em um ato realizado no Museu Nacional de Antropologia da capital mexicana, pediu para deixarem de lado o México "da violência", assim como os que pensam que os Estados Unidos não respeitam o México e que tentam "se impor" na relação bilateral. Em sua quarta visita ao país e a primeira durante o governo de Enrique Peña Nieto, Obama elogiou os mexicanos que "estão de pé e dizendo que a violência e a impunidade não são aceitáveis", assim como a "imprensa valente" que trabalha para que os líderes prestem contas. O governante destacou que o México "se uniu às maiores economias do mundo" ao se transformar no primeiro país latino-americano a ser sede de uma cúpula do G20, e reiterou seu "firme apoio" às "ambiciosas reformas" empreendidas por seu colega mexicano. "Somos duas nações soberanas que devem trabalhar juntas no interesse e no respeito mútuo", afirmou em mensagem na qual intercalou várias frases em espanhol e mencionou ícones representativos do México, como Octavio Paz, Frida Kahlo, Diego Rivera, Benito Juárez e Nossa Senhora de Guadalupe. Obama admitiu que a causa de grande parte da violência que causou "tanto sofrimento" aos mexicanos é a demanda por drogas ilícitas dos Estados Unidos, mas descartou que a legalização seja a resposta. O presidente Reiterou seu compromisso com "reformas de bom senso" nos EUA para que as armas não caiam em mãos de pessoas perigosas e para que vidas sejam salvas assim nos dois países, prometendo ainda aumentar a pressão sobre os traficantes que levam armamento ao México pela fronteira. O líder reconheceu que os Estados Unidos se fortaleceram com as "contribuições extraordinárias" dos imigrantes do México e confiou em que finalmente seja aprovada uma reforma que "dá a milhões de imigrantes ilegais uma via para ganhar a cidadania". A segurança da fronteira deve continuar se fortalecendo, disse, mas a solução "em longo prazo" para o problema da imigração ilegal é "um México próspero e que cresce, que cria mais postos de trabalho e oportunidades". "Juntos, podemos conseguir mais!", exclamou Obama em espanhol, estimulando os jovens a serem os criadores, os construtores do progresso para as próximas gerações. "Vocês são o futuro" e agora "é o momento" de trabalhar pelo progresso do México, disse no discurso em que defendeu expandir o comércio bilateral e lembrou que ontem acordou com Peña Nieto a criação de um Diálogo Econômico de Alto Nível. A estudante universitária Elizabeth Laredo, que assistiu ao discurso do líder americano, considerou as frases em espanhol "uma demonstração de respeito e integração", assim como as referências aos EUA e ao México como iguais. Mario Ábrego, estudante de Relações Internacionais de uma universidade privada mexicana, disse à Efe que Obama falou dos temas mais importantes da relação bilateral, como a reforma migratória e a educação. O universitário destacou o acordo de cooperação em educação superior assinado ontem por Obama e pelo presidente Peña Nieto, que "estimula os estudantes crescerem como pessoas e como profissionais". Obama prometeu, ainda, "novas alianças em áreas como a indústria aeroespacial, a informática, a nanotecnologia, a biotecnologia e a robótica. Ao fim do discurso, o líder americano cumprimentou dezenas de estudantes e posou para fotos com eles. Depois, manteve uma reunião a portas fechadas com empresários mexicanos e deu por encerrada sua visita de trabalho, durante a qual concordou com Peña Nieto reforçar a cooperação bilateral econômica e em segurança. Obama viajou nesta tarde à Costa Rica, onde se reunirá com a presidente do país, Laura Chinchilla, e depois terá um jantar de trabalho com líderes centro-americanos. EFE mb-pem/tr (foto)(vídeo)












