Obama diz que EUA avaliarão medidas para "isolar" a Rússia
Internacional|Do R7
Washington, 3 mar (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, disse nesta segunda-feira que se o governo russo continuar "na trajetória atual" em relação Ucrânia, analisará medidas econômicas e diplomáticas para "isolar a Rússia". O presidente declarou na Casa Branca, onde se reuniu com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que a Rússia está se situando no "lado errado da história" com sua intervenção militar na região ucraniana da Crimeia. O governante americano disse que a maior parte da comunidade internacional está de acordo que "os passos que a Rússia deu" constituem "uma violação das leis internacionais" e dos compromissos que esse país já tinha adotado para respeitar a integridade territorial da Ucrânia. "Se a Rússia continuar na trajetória atual, os Estados Unidos tomarão uma série de medidas econômicas e diplomáticas para isolar a Rússia", assegurou o presidente pouco depois que o Departamento de Estado indicou que é muito provável que adote sanções econômicas se a Rússia continuar mantendo sob controle militar a península da Crimeia. Obama, que elevou o tom de suas advertências, disse que este tipo de medida terá "um impacto negativo para a economia russa e para sua posição no mundo" e lembrou a decisão de suspender as reuniões preparatórias da cúpula do G8, que está marcada para junho em Sochi, na Rússia. O presidente americano voltou a lembrar hoje os vínculos que a Rússia tem com a Ucrânia e especialmente com a Crimeia e as regiões do leste, mas assegurou que isso não pode ser desculpa para que a Rússia atue com "impunidade" e envie soldados, "violando princípios básicos que são reconhecidos no mundo todo". Obama confiou que a tensão possa diminuir e advertiu que, se a Rússia não detiver sua postura intervencionista na Ucrânia, "custará caro com a passagem do tempo". Além disso, propôs ao Congresso trabalhar conjuntamente para fornecer assistência imediata ao novo governo interino em Kiev. Obama também pediu ao presidente russo, Vladimir Putin, que pense na proposta de mediação internacional para que se consiga um acordo "que seja satisfatório para o povo da Ucrânia, não para os Estados Unidos e a Rússia, mas para os ucranianos". O presidente lembrou que este é o momento para que a Rússia escolha entre a diplomacia e o uso da força. Até agora, as Nações Unidas e a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) ofereceram o envio de observadores com o objetivo de diminuir a tensão na Crimeia, onde militares russos conseguiram isolar toda a região do resto da Ucrânia, sem que por enquanto tenham ocorrido enfrentamentos armados. EFE jmr/rsd












