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Obama diz que EUA estão prontos para reforma migratória integral

Internacional|Do R7

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María Peña. Washington, 29 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu nesta terça-feira sua proposta de reforma migratória que regulariza a situação dos imigrantes ilegais, convencido de que o país está pronto para aplicá-la e que a medida está próxima de ser alcançada. "Estou aqui hoje porque chegou a hora de uma reforma migratória integral de bom senso", disse Obama durante o primeiro discurso de seu segundo mandato, feito diante de um auditório lotado na escola secundária Del Sol High School. "Acho que finalmente estamos em um momento no qual a reforma migratória integral está a nosso alcance", acrescentou o presidente. Obama afirmou que a medida é um assunto controverso nos EUA e que o debate sobre a reforma será tenso no Congresso. Apesar disso, o líder argumentou que a iniciativa é necessária "para que fortaleçamos nossa economia e o futuro de nosso país". "A boa notícia é que pela primeira vez em muitos anos, tanto republicanos como democratas parecem estar prontos para lidar com este problema juntos", comemorou Obama, para quem já existe uma estrutura mais pavimentada para uma "uma ação bipartidária". Em uma das partes mais aplaudidas do discurso, Obama disse que "para que uma reforma migratória integral funcione é preciso ficar claro desde o início que haverá um caminho para a cidadania" dos imigrantes. Segundo explicou Obama, a reforma migratória deve incluir o fortalecimento da segurança nas fronteiras; uma via para a eventual legalização e cidadania dos imigrantes ilegais; sanções para empresas que contratem com pleno conhecimento imigrantes ilegais; um sistema para verificar o status migratório dos empregados; e melhorias no sistema de vistos para que os Estados Unidos sigam atraindo talentos de fora do país. Obama disse que os imigrantes que desejarem legalizar sua situação terão que se submeter a uma revisão de antecedentes criminais, pagar uma multa e impostos, aprender inglês e "ficar na fila" para completar os trâmites para ganhar a residência permanente. Uma proposta apresentada na segunda-feira por um grupo bipartidário do Senado condiciona a legalização ao reforço na segurança das fronteiras, estabelece um sistema de rastreamento das pessoas que entram com vistos temporários no país e exige que a maioria dos imigrantes ilegais obtenha primeiro uma permissão temporário antes de conquistar a residência permanente. Para Obama, ninguém questiona que os 11 milhões de imigrantes ilegais violaram as leis ao entrar nos EUA, mas "a arrasadora maioria destes indivíduos não estão buscando problemas, são membros que contribuem para comunidade e são parte do tecido" social do país. Obama disse que os imigrantes contribuíram para a criação de companhias como Intel, Instagram, Google e Yahoo!, e que uma de cada quatro novas empresas de alta tecnologia foram impulsionadas por imigrantes. Por isso, Obama considerou que a reforma migratória também precisa melhorar o sistema legal de vistos para que os Estados Unidos continuem sendo "um imã para os melhores e mais brilhantes cérebros de todo o mundo". Além disso, Obama defendeu as conquistas de seu governo durante o primeiro mandato para reforçar a segurança na fronteira sul, com mais agentes em campo e uma redução nos cruzamentos ilegais em quase 80% em relação ao ano 2000. Obama esclareceu que as medidas policiais foram dirigidas principalmente para a deportação de criminosos. A mexicana Zuleyma Barajas, de 22 anos, viajou até Las Vegas com sua família de Van Nuys (Califórnia) para presenciar o discurso e disse à Agência Efe que Obama encheu a comunidade imigrante de esperanças. "Queremos que a reforma seja justa e mais inclusiva, que ninguém fique fora. Queremos uma reforma que ajude a unir as famílias, e não separá-las como ocorre com as deportações, e a mensagem de Obama é um bom sinal", disse Zuleyma, que se beneficiou no ano passado com o decreto presidencial para suspender a deportação de estudantes imigrantes ilegais. Obama apresentou suas propostas em Nevada, um estado chave onde venceu as eleições em 2008 e 2012, e onde os hispânicos representam 27% do eleitorado. Segundo indicou hoje o Centro Hispano Pew, os aproximadamente 11,1 milhões de imigrantes ilegais fazem parte de um universo total de 40,4 milhões de imigrantes, ou 13% da população total dos EUA, segundo números de 2011. As propostas apresentadas por Obama foram delineadas em um roteiro feito em maio de 2011, mas ao contrário do que defende um grupo negociador de oito líderes do Senado, o líder prefere uma via mais direta para a eventual regularização dos imigrantes ilegais. A reforma migratória, uma promessa descumprida de Obama de 2008, conta com o apoio de uma ampla coalizão de grupos hispânicos, cívicos, acadêmicos, religiosos, sindicais e empresariais, que considera que esta reforma é uma necessidade "moral" e "econômica". EFE mp/dk (foto) (vídeo)

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