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Obama diz que EUA não podem arcar com mais impasses sobre déficit

Nova lei é apenas um passo adiante em direção à correção dos problemas fiscais e econômicos do país, disse presidente

Internacional|Do R7

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Recém-saído da longa batalha legislativa para evitar um "abismo fiscal" de aumento de impostos e cortes nos gastos, o presidente dos EUA, Barack Obama, alertou neste sábado (05) que o país pode não aguentar mais impasses orçamentários neste ano ou no futuro.

Obama, que voltou ao Havaí para passar férias com a família pouco depois que a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, na terça-feira (1), para evitar o abismo, disse em seu discurso semanal de rádio e na internet que a nova lei é apenas um passo adiante em direção à correção dos problemas fiscais e econômicos do país.


— Ainda precisamos fazer mais para levar os americanos de volta ao trabalho, ao mesmo tempo em que também colocamos este país no caminho certo para o pagamento de suas dividas, e a nossa economia não pode arcar com mais impasses prolongados ou crises fabricadas ao longo do caminho.

— Porque embora nossos negócios tenham criado 2 milhões de novos empregos no ano passado --incluindo 168 mil novos empregos no mês passado-- a confusa atitude temerária no Congresso fez com que os donos de negócios ficassem mais indecisos e os consumidores menos confiantes.


Dados do governo divulgados na sexta-feira (4) mostraram que a taxa de desemprego nos EUA permaneceu em 7,8% em dezembro.

Parlamentares do Senado e da Câmara aprovaram essa semana a lei que aumenta os impostos dos norte-americanos mais ricos, ao mesmo tempo que torna permanente os cortes de impostos da era Bush para a classe média.


Foi uma vitória para Obama, que baseou a sua campanha para a reeleição, em grande parte, na promessa de atingir este objetivo.

Os republicanos, no entanto, indicaram que estão prontos para mais uma batalha sobre o teto da dívida dos EUA. O deputado Dave Camp, ao fazer o discurso semanal do seu partido, advertiu, pelo menos indiretamente, que eles esperam cortes nos gastos em troca do aumento do teto de novo.


— Muitos dos nossos colegas democratas simplesmente parecem não entender isso. Ao longo das discussões sobre o abismo fiscal, o presidente e os democratas que controlam Washington se recusaram repetidamente a tomar medidas significativas para fazer Washington viver dentro de suas possibilidades.

— Quando voltamos nossa atenção para os futuros debates sobre o limite da dívida e do orçamento, precisamos identificar formas responsáveis para combater o desperdício de gastos de Washington.

Obama repetiu que não negociará sobre o teto da dívida, na esperança de evitar o conflito de 2011 que levou a um rebaixamento do rating de crédito e deixou o país próximo de um default.

— Se o Congresso se recusa a dar aos EUA a capacidade de pagar suas contas em dia, as consequências para toda a economia mundial poderá ser catastrófica. Nossas famílias e nossas empresas não podem enfrentar este perigoso jogo de novo.

Obama disse que estava disposto a fazer mais pela redução do déficit e sugeriu que o aumento dos impostos para os americanos ricos não é a última mudança fiscal que ele prevê que terá que fazer.

— Os cortes nos gastos devem ser equilibrados com mais reformas do nosso código tributário. As pessoas mais ricas e as maiores empresas não devem poder tirar proveito das brechas e abatimentos que não estão disponíveis para a maioria dos americanos.

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