Obama diz que há necessidade de mais progressos na questão racial
Presidente discursou no aniversário de 50 anos do ato pelos direitos civis dos negros nos EUA
Internacional|Do R7
Em meio à tensão racial nos Estados Unidos, o presidente norte-americano, Barack Obama, declarou que o trabalho do Movimento pelos Direitos Civis tinha avançado mas estava inacabado, em uma visita neste sábado (7) à uma ponte no Alabama que representou um marco para a lei de direito ao voto.
Obama, o primeiro presidente negro dos EUA, disse que a discriminação revelada nesta semana em um relatório sobre práticas de aplicação da lei em Ferguson, no Missouri, mostrava que ainda havia muito trabalho a ser feito em relação à questão racial no país, mas alertou que era errado sugerir que não havia sido feito progresso nesse sentido.
— Cinquenta anos depois do Domingo Sangrento, nossa marcha ainda não terminou, mas estamos chegando mais perto.
Obama fez seu discurso perto da ponte Edmund Pettus, onde a polícia e soldados do Estado usaram gás lacrimogêneo contra manifestantes que protestavam pacificamente contra discriminação na cabine de votação.
O evento ficou conhecido como "Domingo Sangrento" e desencadeou uma marcha liderada pelo líder dos direitos civis Martin Luther King Jr., que estimulou a Lei 1.965 dos Direitos ao Voto.
O aniversário da data acontece em um momento de atenção renovada sobre as disparidades raciais nos Estados Unidos, incluindo a aplicação da lei de maneira discriminatória a cidadãos negros em todo o país.
Obama condenou a cidade de Ferguson na sexta-feira (6) pelas ações "opressivas e abusivas" contra moradores negros, que foram reveladas em um relatório do Departamento de Justiça dos EUA acusando a polícia e os funcionários da Justiça de preconceito racial.











