Obama enfrenta usinas e oleoduto como parte de plano climático
Internacional|Do R7
Por Jeff Mason e Roberta Rampton
WASHINGTON, 25 Jun (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, lançou na terça-feira um novo plano de combate à mudança climática, propondo limitar as emissões de carbono em todas as usinas energéticas norte-americanas, e sinalizando que irá impedir a construção do oleoduto Keystone XL, se ficar provado que ele contribuirá para o efeito estufa.
O plano presidencial, há tempos aguardado, foi detalhado num discurso na Universidade Georgetown, e atraiu duras críticas do setor do carvão, a ser fortemente atingido pelos limites nas emissões, e da oposição republicana, que acusou o democrata Obama de promover políticas nocivas à economia.
No primeiro mandato de Obama, uma tentativa de reduzir as emissões com um sistema de limites e créditos de carbono esbarrou na resistência do Congresso. Além disso, a demora do governo em autorizar a construção do oleoduto Keystone XL, ligando o Canadá ao sul dos EUA, irritou grupos empresariais e políticos republicanos.
"Nosso interesse nacional só será atendido se esse projeto não exacerbar significativamente o problema da poluição por carbono", disse Obama sobre o oleoduto. "Os efeitos líquidos do impacto do oleoduto sobre o nosso clima serão absolutamente críticos para determinar se esse projeto será autorizado a seguir adiante", acrescentou.
O governo deve anunciar sua decisão no final de 2013 ou no começo de 2014.
Obama disse também que usará seus poderes executivos para orientar a Agência de Proteção Ambiental (EPA) a redigir novas regras sobre emissões, aplicáveis a milhares de usinas elétricas dos EUA, a maioria das quais queimam carvão, e que respondem por cerca de um terço das emissões de gases do efeito estufa dos EUA.
O presidente ironizou críticos que questionam a ocorrência da mudança climática, descrevendo-os como a "sociedade da terra plana".
As ações das principais empresas norte-americanas de mineração de carvão registraram nova queda na terça-feira, depois de sofrerem perdas na segunda-feira devido à expectativa sobre o plano ambiental de Obama.
Os detalhes dos novos regulamentos da EPA serão redigidos ao longo do próximo ano, e seus custos ainda não foram determinados. Obama quer que os planos estejam concluídos até junho de 2015.
"Apresentar um cronograma específico torna muito mais difícil um recuo do presidente", disse Michael Levi, diretor do programa de energia e clima da entidade de pesquisas Conselho de Relações Exteriores.
(Reportagem adicional de Steve Holland, Valerie Volcovici, Steve Holland e Mark Felsenthal)











