Obama garante não estar resignado com "fechamento" do governo
Internacional|Do R7
Washington, 30 set (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, disse nesta segunda-feira que não está "resignado" com a possibilidade de Congresso não conseguir um acordo de última hora para evitar o "fechamento" parcial do Governo Federal por falta de um acordo orçamentário. Em um discurso posterior a sua reunião com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o presidente pediu aos republicanos, que dominam a Câmara dos Representantes, que deixem de lado "a política de curto prazo e pensem no longo prazo". O presidente disse que o governo não pode ficar bloqueado pela falta de dotações orçamentárias em um momento delicado para a economia, ao mesmo tempo em que advertiu do perigo que não haja também acordo sobre o aumento do teto da dívida, debate que deverá ser abordado antes de meados de outubro. Obama anunciou que falará hoje com líderes do Congresso para que se evite um "fechamento" parcial das agências federais se, nesta meia-noite, não houver um acordo entre a Câmara dos Representantes e o Senado para aprovar um orçamento temporário a partir do dia 1º de outubro, início do novo ano fiscal. "O Congresso tem duas responsabilidades: aprovar um orçamento e pagar suas contas, e eu estou aberto e com vontade de ter negociações sobre um orçamento de longo prazo que assegure que invistamos na classe média e ajudemos a que a economia cresça", assegurou o presidente. Perante os desacordos do Legislativo, o presidente pediu que se negocie "de boa fé", sem "ameaças" e sem "estar sob a nuvem da moratória", em referência aos problemas que acarretaria um desencontro similar no aumento do teto de endividamento. O Senado, dominado pelos democratas, emendou nesta sexta-feira a proposta da Câmara dos Representantes para que o financiamento do Governo Federal incluísse a reforma da saúde de Obama, algo que a Câmara voltou a rejeitar, ao pedir que elementos do chamado "Obamacare" sejam atrasados em um ano. Este desacordo ameaça deixar a partir de amanhã centenas de milhares de funcionários sem pagamento de salários e provocar o fechamento de serviços públicos considerados não essenciais. EFE jmr/rsd










