Obama não mudará política contra pagamento de resgates de reféns
Internacional|Do R7
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que determinou uma revisão abrangente da política norte-americana que regula os esforços para libertar reféns, ainda se opõe ao pagamento de resgates, disse a Casa Branca nesta terça-feira.
Obama ordenou a revisão no verão passado em função do aumento do número de cidadãos norte-americanos feitos reféns pelo Estado Islâmico e por outros grupos militantes. Nos últimos meses, os militantes do Estado Islâmico decapitaram três norte-americanos.
O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, disse a repórteres que Obama acredita que uma revisão era justificada pelo aumento do número de sequestros de cidadãos dos EUA.
"A única coisa que eu quero deixar claro, porém, é que esta revisão não inclui uma reconsideração sobre a política de longa data do governo dos Estados Unidos de que resgates não devem ser pagos a organizações terroristas que mantêm reféns", declarou Earnest.
Para Obama, o pagamento de resgates pode levar a problemas a longo prazo, disse o porta-voz.
"Nós não queremos colocar outros cidadãos norte-americanos em risco ainda maior quando estão pelo mundo. Sabendo que organizações terroristas podem extrair um resgate dos EUA, se eles pegarem um refém só colocará os cidadãos norte-americanos em risco maior", afirmou ele.
(Reportagem de Steve Holland)












