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Obama nega que EUA evitariam tragédia na Síria se tivessem agido antes

Internacional|Do R7

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Washington, 17 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, rejeitou nesta segunda-feira que uma ação "com maior antecedência ou mais contundente" de seu país evitaria a "tragédia" na Síria e reiterou que a solução deve ser de caráter "político". "Este argumento, que evitaríamos a atual tragédia e o caos que vemos na Síria caso tivéssemos agido previamente, ou de modo mais contundente, acho que é equivocada", afirmou Obama em uma entrevista ao jornalista Charlie Rose da emissora "PBS", gravada no domingo e transmitida hoje. Desde que começou a revolta contra o governo sírio, em março de 2011, o conflito causou mais de 93 mil mortes e fez milhões de refugiados. Obama, em sua primeira declaração sobre o tema desde o anúncio da ajuda militar americana na última quinta-feira, defendeu a cautela de seu país. "Tínhamos que esclarecer e determinar quem está na oposição síria", afirmou Obama, ao esclarecer que o movimento contra o governo do presidente Bashar al Assad não era uma força militar própria e que existiam dúvidas sobre elementos infiltrados da Al Qaeda. O presidente americano ressaltou a "necessidade legítima dos EUA de se comprometerem com o seu envolvimento" no conflito sírio, mas garantiu que devem fazê-lo "de maneira cuidadosa e precisa". Além disso, e apesar de reiterar sua aposta por uma solução "política", afirmou que por causa do "apoio do Irã e da Rússia, Assad acredita que não tem que aceitar uma transição política e acha que pode simplesmente reprimir violentamente metade da população síria". "Enquanto continuar com esse pensamento, vai ser muito difícil resolver a situação ali", disse. A entrevista aconteceu horas antes da viagem de Obama à Irlanda do Norte para participar da cúpula do G8, na qual a questão da Síria seria um dos principais pontos da agenda, especialmente na reunião bilateral prevista entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o governante americano. No entanto, após o primeiro dia da cúpula, as posições dos países permanecem as mesmas e não foram feitos avanços. EFE afs/rpr

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