Obama pede a governadores que pressionem Congresso para evitar rigor
Internacional|Do R7
O presidente Barack Obama pediu nesta segunda-feira aos governadores do país que pressionem o Congresso para evitar que entre automaticamente em vigor na sexta-feira uma série de cortes de gastos, a menos que democratas e republicanos alcancem um acordo de última hora.
Os cortes generalizados de gastos, consequência de acordos anteriores entre partidários e adversários do presidente, "desacelerarão nossa economia e farão desaparecer empregos bem pagos", advertiu Obama ante os governadores dos 50 estados federais, reunidos na Casa Branca.
Em seu programa semana de final de semana, Obama pediu ao Congresso que evite esse corte automático de gastos e defendeu a implementação de uma redução "inteligente" do déficit para ajudar a manter o crescimento da economia.
"Depois de tudo, como aprendemos nos anos 90, nada reduz o déficit mais rápido que uma economia em crescimento, que gera bons empregos para a classe média", disse Obama.
"Este tem que ser nosso objetivo de condução", completou.
O corte automático no orçamento, conhecido como "sequestro", deve entrar em vigor em 1º de março se o Congresso não atuar para evitar a medida.
Mas Obama disse ter a impressão de que os republicanos, ao invés de procurar um acordo, "preferem deixar que os cortes caiam claramente sobre a classe média".
Democratas e republicanos devem trabalhar juntos para construir com base na redução do déficit de mais de 2,5 trilhões de dólares que já foi alcançada, argumentou o presidente.
"Mas acredito que devemos fazê-lo de maneira equilibrada, com uma redução inteligente dos gastos, a reforma dos subsídios e a reforma fiscal", disse Obama.
Obama pediu aos republicanos, majoritários na Câmara de Representantes, que impeçam estes cortes mediante um acordo orçamentário que implique um aumento dos impostos aos mais ricos e a eliminação de benefícios fiscais.
"Não podemos fazer esses cortes esperando conseguir prosperidade", alfinetou Obama.
"Enquanto estiverem (em Washington), espero que falem com os representantes de seus estados no Congresso para recordar a eles o que está em jogo (...) porque estes cortes não são inevitáveis. O Congresso pode impedi-los apenas com um pequeno compromisso", apelou Obama.
"Estamos todos preocupados com certas políticas, seja em nosso partido, como o outro. Mas temos que governar", insistiu o presidente.
Com o discurso de Obama, a Casa Branca prossegue com sua estratégia de pressionar o Congresso. Na sexta-feira, o secretário do Transporte, Ray LaHood, desenhou um panorama sombrio das consequências que terá a entrada em vigor dos cortes para os clientes das companhias aéreas.
No início do mês, a Casa Branca divulgou um estudo do impacto provocado pela aplicação do corte automático.
O panorama apresentado pelo documento é trágico: 10.000 postos de trabalho na área do ensino estão em risco; inspeções de alimentos podem ser cortadas; 373.000 pacientes mentais perderiam o tratamento e os promotores podem ser dispensados.
Além disso, o FBI perderia mais de mil agentes, os empréstimos para pequenas empresas seriam cortados em 540 milhões de dólares e quase 600.000 mulheres e crianças poderiam perder a ajuda alimentar de emergência financiada pelo governo, segundo a Casa Branca.
No Pentágono, quase 800.000 funcionários serão obrigados a tirar licença sem receber o salário.
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