Obama pede a militares egípcios ceder poder com rapidez a um governo eleito
Internacional|Do R7
Washington, 3 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta quarta-feira aos militares que derrubaram o presidente do Egito, Mohammed Mursi, para que devolvam a autoridade "a um governo civil eleito democraticamente" o mais breve possível e ordenou revisar a ajuda que Washington concede ao país norte-africano. Em comunicado divulgado pela Casa Branca, Obama evitou falar de golpe de Estado e expressou sua preocupação "pela decisão das Forças Armadas egípcias de remover o presidente Mursi e suspender a Constituição". "Achamos que em um última instância o futuro do Egito só pode ser determinado pelo povo egípcio", ressaltou Obama, que pediu também que sejam evitadas as "detenções arbitrárias" de Mursi e seus seguidores. Os Estados Unidos "não apoiam determinadas pessoas ou partidos políticos" no Egito, mas "estamos comprometidos com o processo democrático e o respeito ao Estado de direito", afirmou o presidente americano. Além disso, os Estados Unidos "continuam achando firmemente que a melhor base para a estabilidade duradoura no Egito é uma ordem política democrática com a participação de todas as partes e todos os partidos", prosseguiu. Obama disse que espera que "durante este período de incerteza" as Forças Armadas garantam que "os direitos de todos os homens e mulheres egípcios estejam protegidos". Obama se reuniu hoje na Casa Branca para analisar a crise no Egito com assessores e alguns membros de seu gabinete, entre eles os chefes do Pentágono, Chuck Hagel, e da CIA, John Brennan, e o secretário de Justiça, Eric Holder. Já o Departamento de Estado pediu aos americanos que vivem no Egito para sair desse país devido à "instabilidade política e social permanente" e para evitarem qualquer tipo de manifestação. EFE mb/id











