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Obama recebe líderes do Congresso para discutir futuro após eleições

Internacional|Do R7

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Por Richard Cowan

WASHINGTON (Reuters) - Os republicanos vitoriosos nas eleições legislativas de terça-feira nos Estados Unidos vão se encontrar com o presidente democrata Barack Obama nesta sexta-feira, enquanto os dois lados avaliam quais projetos podem ser aprovados nos próximos meses, apesar dos anos de confronto.


Na preparação para o almoço na Casa Branca, ficou claro que Obama e os republicanos, que vão controlar o Congresso a partir do próximo ano, continuam nesta era pós-eleitoral em posições contrárias, assim como antes da votação de 4 de novembro.

O presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, e o senador Mitch McConnell, que deve se tornar o novo líder da maioria do Senado em janeiro, disseram que pretendem encaminhar projetos de lei que revogam total ou parcialmente a reforma do sistema de saúde promovida por Obama.


Obama respondeu que irá ignorar os avisos republicanos e usar seus poderes executivos para aliviar algumas restrições sobre residentes em situação irregular, uma vez que os republicanos da Câmara se recusam a levar adiante a reforma imigratória.

"Encontrar um terreno comum vai ser um trabalho duro. Mas será ainda mais difícil se o presidente não estiver disposto a trabalhar com a gente", disse Boehner em entrevista coletiva na quinta-feira.


A Casa Branca adotou um tom mais otimista antes da reunião, dizendo que Obama se comprometeu a trabalhar com os republicanos sobre questões de interesse comum, como infraestrutura, reforma tributária e comércio internacional, apesar das diferenças em temas como saúde e imigração.

A reunião desta sexta-feira deve se concentrar em alguns dos principais projetos de lei que devem ser aprovados de imediato. Será o "velho" Congresso, que termina sua legislatura em meados de dezembro e que tem um Senado democrata confrontando uma Câmara republicana, que precisa aprovar essas leis.

No topo da lista está uma proposta orçamentária de 1 trilhão de dólares para manter o governo em funcionamento para além 11 de dezembro, quando o financiamento atual se esgota.

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