Obama se reúne com sua equipe de segurança para tratar situação na Síria
Internacional|Do R7
Washington, 24 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se reuniu na manhã deste sábado na Casa Branca com seus assessores de segurança nacional para analisar as opções militares na Síria, informaram fontes da residência oficial. Obama expressou cautela sobre uma intervenção militar americana sem o respaldo das Nações Unidas, como resposta para o suposto uso, na última quarta-feira, de gases tóxicos por parte do regime do presidente sírio Bashar al Assad contra os rebeldes. A emissora "Voz da América" (VOA) informou que o governo dos EUA "não pode determinar ainda de maneira conclusiva" que foram usadas armas químicas em um ataque na Síria no qual, segundo fontes da oposição, morreram mil pessoas. O chefe do Pentágono, Chuck Hagel, declarou à imprensa que o presidente Obama solicitou um "cardápio de opções militares". "Agimos de maneira muito deliberada, de modo que tomaremos decisões coerentes com o interesse nacional e com a nossa avaliação daquilo que vai contribuir para atingir nossos objetivos na Síria", disse um funcionário não identificado citado pela "CNN". O senador republicano do Arizona, John McCain, e outros políticos pediram durante meses que o presidente Obama autorizasse uma ajuda militar aos rebeldes sírios e fizesse alguma coisa para contribuir com o fim do regime de Assad. Em junho, o governo de Obama anunciou que facilitaria armas para os rebeldes como resultado de outro relatório sobre o suposto uso de armas químicas pelas autoridades de Damasco. Porém, Obama se mostra cauteloso diante de uma intervenção direta dos EUA que pode contribuir para que grupos extremistas, com interesses opostos aos de Washington, tomem o poder na Síria. "Às vezes, o que vemos é que existem aqueles que pedem uma ação imediata, para que façamos algo que depois pode não resultar bem e nos colocar em situações muito difíceis", disse Obama em entrevista divulgada na sexta-feira. Isso "pode fazer com que nos vejamos inseridos em intervenções muito custosas e difíceis, que de fato geram mais ressentimento na região", acrescentou Obama, que lembrou que os Estados Unidos ainda estão envolvidos em uma guerra no Afeganistão iniciada há 12 anos. EFE jab/rpr













