Obama teme que a Síria se transforme em um paraíso de extremistas
Internacional|Do R7
Amã, 22 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, expressou nesta sexta-feira seu temor de que "a Síria se transforme em um paraíso de extremistas", em entrevista coletiva na Jordânia, onde anunciou uma ajuda adicional de US$ 200 milhões para os refugiados sírios neste país. "Estamos tentando evitar divisões sectárias no futuro Estado sírio", afirmou o líder americano na entrevista conjunta com o rei jordaniano, Abdullah II. Por esse motivo, Obama destacou a necessidade de acelerar a transição política na Síria. "Estamos tentando impedir que a opressão não seja substituída pela opressão, mas pela liberdade e pelas oportunidades", acrescentou. Obama anunciou uma ajuda adicional de US$ 200 milhões para a Jordânia a fim de que possa atender os mais de 460 mil refugiados sírios que se encontram em seu território. O presidente dos EUA explicou que esta assistência se materializará em serviços básicos para os refugiados, como escolas para as crianças deslocadas. O líder ressaltou que a Jordânia enfrenta grandes desafios econômicos, por fatores internos e externos, entre eles o crescente fluxo de refugiados sírios no país, e expressou o respaldo de Washington a seu aliado na região. Obama chegou hoje à Jordânia na última escala de uma visita pelo Oriente Médio, que lhe levou também a Israel e Palestina. O presidente dos EUA se mostrou em Amã confiante sobre um hipotético reatamento do estagnado processo de paz entre israelenses e palestinos. "Acho que ambas partes podem construir a confiança de forma séria. Seria bom para os israelenses e os palestinos", considerou. Outro dos temas analisados em suas conversas com Abdullah II foi o programa nuclear iraniano. A este respeito, Obama reiterou que manterá "todas as opções disponíveis para evitar que o Irã tenha uma arma nuclear porque as consequências seriam extraordinariamente perigosas para a região e o mundo". Mesmo assim, insistiu que a melhor solução para este assunto é a diplomática e assinalou que não se trata só de uma ameaça para EUA ou Israel, mas para a comunidade internacional. EFE ssa-ajm/rsd











