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OEA diz que insistirá em pedido de observação das eleições na Venezuela

Internacional|Do R7

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Bogotá, 24 ago (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, disse que a entidade seguirá insistindo em ser observadora das eleições legislativas de 6 de dezembro na Venezuela, ao apontar a importância de um fiador devido à desconfiança entre o governo e a oposição. "Seria importante para todos os venezuelanos que uma organização como a OEA garantisse de uma maneira fidedigna o resultado e que evitasse qualquer conflito posterior", manifestou Almagro em uma entrevista à revista colombiana "Semana". O ex-chanceler uruguaio considerou que "os níveis de desconfiança, que são públicos, entre governo e oposição, fazem necessário um fiador reconhecido para esse processo". "Como em qualquer eleição em nossos países é um ponto de inflexão, o processo tem que ser o mais transparente e o mais legítimo", acrescentou. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou a proposta da OEA de participar como observadora deste pleito. A Venezuela "não é monitorada e nem será monitorada por ninguém. Não aceitaremos jamais, por ninguém", afirmou Maduro. Almagro ratificou, no entanto, que a organização continuará insistindo nesta possibilidade. "Acreditamos na importância de nossa participação e queremos que a próxima eleição na Venezuela não tenha as características pós-eleitorais que tiveram as duas últimas, nas quais muitos venezuelanos de ambas as partes morreram", declarou. Frente aos problemas da região, como o fim da bonança econômica, desacordos, conflitos e novas entidades integracionistas, Almagro disse que o papel da OEA "é fundamentalmente político". "A OEA tem que zelar pelo fortalecimento da democracia e plena vigência dos direitos humanos, apontar as melhores condições de diálogo dentro dos sistemas políticos e combater a corrupção", sustentou. E sobre o porquê a OEA não aplica a Carta Democrática, o funcionário esclareceu que esse organismo só pode atuar a convite. "Infelizmente a Carta Democrática não dá instrumentos ao secretário-geral para que ande por aí se metendo na defesa da democracia, os países foram muito ciumentos em fechar-se em si mesmos na hora de aprovar esta Carta e a Secretaria-Geral só atua a convite", ressaltou. Por outro lado, Almagro considerou "mal-intencionado" e "sem fundamento" o "discurso de que a OEA é irrelevante". "Quando a OEA dá uma opinião política, tem um peso hemisférico muito forte, mais do que o de muitas outras organizações", especificou. O secretário-geral da OEA realiza uma visita oficial na Colômbia, onde se reunirá com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e com sua chanceler, María Ángela Holguín, a quem expressará o respaldo do organismo continental ao processo de paz. EFE mlb/ff

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