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ONG defende indicação de Mujica ao Nobel da Paz por seu projeto antidrogas

Internacional|Do R7

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Montevidéu, 13 mar (EFE).- Uma ONG holandesa defende a indicação do presidente do Uruguai, José Mujica, ao prêmio Nobel da Paz por causa de seu plano de outorgar ao Estado o controle da produção, distribuição e comercialização da maconha, uma proposta que visa contornar o problema do tráfico no país, informaram nesta quarta-feira fontes parlamentares. A iniciativa da Drugs Peace Institute foi repassada aos membros do governo em uma recente visita do presidente da ONG, Frans Bronkhorst, a Montevidéu, indicou hoje à Agência Efe o deputado Sebastián Sabini, do governante Frente Ampla (FA). Em entrevista publicada no jornal "El Observador", o próprio Bronkhorst assegurou ter o consentimento do líder para sua indicação, fato que não as fontes da Presidência consultadas pela Agência Efe não puderam confirmar. Segundo Bronkhorst, "Mujica é o primeiro presidente que propôs acabar com esta guerra", que, por sinal, não serve "ninguém, somente aos interesses obscuros". O Drugs Peace Institute, criado em 1994, aparece na lista de ONGs do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Delito (UNODC), onde é definida como uma entidade que trabalha "pelo aumento da conscientização entre os usuários de drogas sobre a qualidade dos produtos que consomem" e por "sua integração na sociedade". Sabini opinou que a candidatura de Mujica não deve estar somente relacionada ao seu projeto antidrogas, que paradoxalmente se encontra estagnado no Parlamento uruguaio, mas por outras facetas pessoais do líder uruguaio, que, segundo o político do FA, "fez muitas coisas boas ao longo de sua vida e já deu mostras de grandeza em muitos sentidos". No último ano, Mujica lançou uma inovadora proposta para contornar a crescente delinquência juvenil no Uruguai, a qual consiste em outorgar ao Estado o prático monopólio da comercialização da maconha como forma de evitar que os jovens comprem a droga dos traficantes e passem a buscar outras substâncias mais fortes. Segundo o governo uruguaio, o consumo da pasta base de cocaína, uma droga muito forte, barata e viciante, é a causa de dezenas de crimes violentos cometidos por menores de idade, um fato que vem comovendo a opinião pública no país. O polêmico projeto governista de descriminalização da maconha se encontra atualmente estagnado no Parlamento depois que, no último mês de dezembro, Mujica pediu para freá-lo até conseguir um maior apoio popular, já que, segundo enquetes recentes, a proposta ainda é rejeitada pela maioria da população. EFE rac/fk

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