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Ônibus noturnos deixarão de circular em Santa Catarina por conta da violência

Internacional|Do R7

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Brasília, 15 fev (EFE).- Os trabalhadores do transporte público do estado de Santa Catarina vão restringir o serviço noturno a partir desta sexta-feira, devido a uma onda de ataques contra ônibus atribuída às organizações criminosas que operam no interior das prisões. A decisão foi ratificada pelo sindicato dos motoristas de ônibus depois que dois veículos foram atacados nesta madrugada nas cidades de Florianópolis e Içara. Estas últimas ocorrências elevam para 100 o número de ataques registrados nos últimos 16 dias contra ônibus e veículos particulares em Florianópolis e cidades vizinhas. Antônio Carlos Martins, porta-voz do sindicato dos motoristas, disse que, embora as ações ainda não tenham causado vítimas, "não há segurança para trabalhar", por isso foi decidido que os ônibus vão circular somente das 7h às 19h. O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Florianópolis (Setuf), Waldir Gomes, declarou aos jornalistas que, apesar da decisão provocar perdas econômicas, "não é possível obrigar ninguém a trabalhar sem a devida segurança", que deve ser garantida pelas autoridades. O governo de Santa Catarina atribuiu os atos de vandalismo às facções do tráfico de drogas cujos chefes se encontram detidos nas prisões do estado, mas que, mesmo assim, comandam as ações de dentro dos presídios. A onda de violência se agravou depois que um canal de televisão local divulgou imagens de dentro de uma prisão mostrando um grupo de presos, nus e de cócoras, sofrendo maus tratos de vários agentes penitenciários. O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Aldo Pinheiro D'Ávila, afirmou que a onda de violência é uma resposta para o aumento dos controles nas prisões, que limitou a entrada de drogas, afetando o "negócio" das organizações criminosas. O governador Raimundo Colombo se reuniu nesta semana com o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e decidiram pela transferência de um número indeterminado de presos para outros estados. Colombo se recusou a dar detalhes sobre essas ações, que por motivos de segurança serão feitas em sigilo, explicou. Apesar das autoridades estaduais não conseguirem pôr um fim à onda de violência, Colombo se mostrou relutante em aceitar a vinda de reforços da Força Nacional de Segurança. EFE ed/rpr

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