ONU aprova resolução para ampliar entrada de ajuda humanitária na Síria
Internacional|Do R7
Nova York, 22 fev (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU aprovou hoje por unanimidade uma resolução que exige de todos os lados envolvidos no conflito na Síria permissão para o acesso da população à ajuda humanitária, e na qual adverte que haverá "passos adicionais" em caso de descumprimento. O texto exige ainda o fim dos bombardeios aéreos sobre as cidades e que se retire de forma imediata o cerco a vários centros urbanos, como a Cidade Antiga de Homs, o campo de refugiados palestinos de Yarmouk e várias zonas nas imediações de Damasco. Rússia e China -aliados do governo sírio- apoiaram nesta ocasião o texto proposto pelo Ocidente, após terem vetado várias iniciativas similares, que ameaçavam o regime de Bashar al Assad com sanções. Desta vez, a resolução incluiu alguns pontos nos quais Moscou vem insistindo, como uma condenação do "terrorismo" exercido por grupos vinculados à Al Qaeda no país e as "graves violações do direito humanitário internacional em áreas controladas pela oposição". O documento aprovado hoje é focado na necessidade de aliviar o sofrimento da população civil e propõe uma série de medidas para melhorar a situação a curto prazo, como permitir o acesso dos comboios humanitários em todo o país. "Se esta resolução for aplicada rapidamente e com boa vontade, pelo menos parte do sofrimento pode ser aliviado", disse imediatamente depois do voto o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. O diplomata coreano lembrou que a metade da população síria necessita de ajuda humanitária de forma urgente e alertou mais uma vez que os civis são "vítimas diárias de uma violência brutal e de ataques indiscriminados". A aprovação da resolução representa além disso um dos primeiros consensos sobre o conflito sírio no Conselho de Segurança da ONU, que se manteve profundamente dividido durante os quase três anos de guerra civil. O conflito na Síria, que começou em março de 2011, com uma série de protestos contra o governo, deixou 140 mil mortos, segundo a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos. Além disso, seis milhões de pessoas foram obrigadas a se deslocar e mais de dois milhões se refugiaram nos países vizinhos, de acordo com números da ONU. EFE mvs/dk












