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ONU condena apoio de milícia estrangeira ao regime sírio

Internacional|Do R7

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Genebra, 29 mai (EFE).- O Conselho de Direitos Humanos da ONU condenou nesta quarta-feira o apoio de combatentes estrangeiros (em alusão ao Hezbollah) à operação lançada pelas forças governamentais sírias na cidade de Al Qusair, onde ocorreram massacres de civis e calcula-se que até 40 mil pessoas estejam sitiadas. A condenação é a essência de uma resolução aprovada pelo órgão das Nações Unidas, que se reuniu em uma sessão de emergência, por iniciativa do Catar, Turquia e Estados Unidos, para analisar a situação da Síria. O Conselho de Direitos Humanos (CDH) assinalou que a intervenção de combatentes chegados do exterior não só tem graves consequências na Síria, mas um "impacto negativo" em toda a região do Oriente Médio. O conteúdo do documento foi alvo de várias revisões a fim de obter o maior apoio possível entre os 47 países que integram o CDH. Mesmo assim, se pronunciaram claramente contra ele as delegações da Rússia, da China e do Irã, que não fazem parte do órgão - no qual os países participam de forma rotatória por triênios - e que, portanto, não têm direito a voto. O único país que votou contra foi a Venezuela, que pediu que o texto fosse submetido à votação por considerar que o verdadeiro propósito de resoluções desse tipo é justificar uma intervenção militar ocidental na Síria e forçar uma mudança de governo. O país criticou que a resolução não condene de forma explícita as violações dos direitos humanos feitas pelas milícias opositoras ao regime de Bashar al-Assad. Oito países - Angola, Equador, Congo, Etiópia, Índia, Indonésia, Filipinas e Uganda - se abstiveram na votação. A resolução enfatiza a necessidade de garantir que os responsáveis dos massacres em Al Qusair prestem contas perante a justiça por seus atos ou decisões e, de outro lado, pede às autoridades de Damasco a permitir o acesso das agências humanitárias da ONU às vítimas civis da guerra, especialmente nessa cidade do oeste do país. Além disso, reitera o apelo para que autorize a entrada de ajuda humanitária de países vizinhos, ao que o regime de Al-Assad se negou categoricamente diante do temor que por essa via se filtrem armas e outras provisões destinadas à oposição. O CDH encarregou finalmente a comissão investigadora que criou para o caso da Síria de averiguar os crimes perpetrados em Al Qusair e lhe apresente suas conclusões na sua próxima rodada de reuniões, em setembro. EFE is/tr

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