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ONU condena forças de Assad, mas cresce desconforto com rebeldes

Internacional|Do R7

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Por Michelle Nichols e Louis Charbonneau

NAÇÕES UNIDAS, 15 Mai (Reuters) - A Assembleia-Geral da ONU condenou nesta quarta-feira as forças governamentais sírias e elogiou a oposição, mas um declínio no apoio à resolução sugere um crescente desconforto com o extremismo de algumas facções rebeldes da Síria.


As resoluções da Assembleia Geral, que reúne os 193 países da ONU, não têm valor legal, mas acarretam grande peso moral e político. O texto foi aprovado por 107 votos, com 12 contrários e 59 abstenções. O Brasil decidiu se abster. Em agosto, uma resolução de teor semelhante havia angariado 133 votos.

Diplomatas atribuíram essa redução no apoio ao temor de que a Síria passe por uma "mudança de regime" arquitetada por potências estrangeiras e de que elementos extremistas islâmicos estejam se fortalecendo na luta contra o governo de Bashar al-Assad.


A Rússia, aliada e fornecedora de armas para Assad, se opôs fortemente à resolução redigida pelo Catar, país árabe que Damasco acusa de estar armando rebeldes.

Junto com a China, a Rússia já se valeu em três ocasiões do seu poder de veto para impedir o Conselho de Segurança de adotar medidas firmes contra Assad. Na Assembleia-Geral, nenhum país tem poder de veto.


Diplomatas disseram que a delegação russa escreveu a todos os países da ONU pedindo que votassem contra a resolução. Moscou se queixa de que a resolução abalará os esforços seus e dos Estados Unidos para organizar uma conferência de paz que inclua Assad e os rebeldes.

A Coalizão Nacional Síria saudou a resolução da ONU, mas afirmou em um comunicado que muito mais precisa ser feito com maior urgência para acabar com o sofrimento do povo sírio.


Antes da votação, o embaixador sírio, Bashar Ja'afari, disse que o texto "está correndo contra a corrente, especialmente à luz da mais recente aproximação entre russos e americanos, que o governo sírio saudou".

Mas a embaixadora-adjunta dos EUA, Rosemary DiCarlo, argumentou que a resolução é consistente com a iniciativa diplomática e envia "uma clara mensagem de que a solução política que todos buscamos é a melhor forma de acabar com o sofrimento do povo da Síria".

Alguns funcionários e diplomatas da ONU, no entanto, duvidam de que a iniciativa russa e norte-americana possa levar a algum avanço na solução de um conflito que já dura mais de dois anos e já matou estimadas 80 mil pessoas.

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