ONU diz que foguete disparado por Gaza é "inaceitável"
Internacional|Do R7
Nações Unidas, 26 fev (EFE).- A ONU afirmou nesta terça-feira que está "muito preocupada" com o lançamento de um foguete disparado da Faixa de Gaza contra Israel, o primeiro desde a trégua decretada em novembro do ano passado, e disse que é algo "totalmente inaceitável". Isso foi dito em comunicado pelo coordenador especial da ONU para o Oriente Médio, Robert Serry, enquanto o chefe de Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, declarou diante do Conselho de Segurança que isso é uma nova prova do aumento das tensões na região. O foguete foi disparado na madrugada desta terça-feira em uma zona desabitada da cidade israelense de Ashquelón, cerca de nove quilômetros ao norte da Faixa, sem que causasse vítimas. Feltman, que classificou como "preocupante" o ocorrido, afirmou diante dos membros do Conselho de Segurança que existe a necessidade de trazer de volta o processo político para salvar a trégua dos dois Estados. "Sabemos que há forças negativas em ambas partes, incluindo os que lançaram o foguete de Gaza contra Israel, que tentam tirar forças da estagnação e da paralisia", lamentou o subsecretário-geral para Assuntos Políticos da ONU. O diplomata americano destacou que tanto palestinos como israelenses têm a responsabilidade de "marginalizar" essas forças negativas criando as condições necessárias, tudo por um processo negociador bem-sucedido. Trata-se do primeiro ataque palestino desde que Gaza e Israel estabeleceram em novembro de 2011 um acordo de cessar-fogo com a mediação do Egito, após os confrontos armados da operação militar israelense "Pilar Defensivo". Feltman atribuiu também o aumento das tensões no Oriente Médio à situação dos presos palestinos nos centros de detenção israelenses, principalmente após a morte de um preso na semana passada. Serry já pediu na segunda-feira uma investigação "transparente e independente" após a morte no sábado passado do preso Arafat Yaradat, e quer que os resultados se tornem públicos "o mais rápido possível". Yaradat morreu no sábado passado em um centro de detenção israelense e os palestinos atribuem sua morte a maus tratos dos agentes do Shin Bet (serviço secreto), enquanto sua família rejeita a tese israelense de que ele tenha morrido por um infarto. Sua morte retomou os protestos na Cisjordânia, e eles se juntam aos de quatro presos que fazem greve de fome há meses para protestar pela prisão. EFE elr/nvo/rsd













