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ONU pede que líderes mundiais evitem discursos de ódio contra Estado Islâmico

Internacional|Do R7

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Nações Unidas, 6 fev (EFE).- Os assessores especiais do secretário-geral da ONU sobre a Prevenção do Genocídio, Adama Dieng, e sobre a Responsabilidade de Proteger, Jennifer Welsh, fizeram um apelo nesta sexta-feira feira para que os líderes mundiais evitem "discursos de ódio" e retóricas violentas em função do assassinato do piloto jordaniano Moaz Kasasbeh pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI). "Nesse momento, devemos nos juntar na luta contra o terrorismo e defender a legislação internacional. Discursos de ódio por parte de figuras influentes em um momento como esses só podem levar a mais violência", afirmaram os representantes das Nações Unidas em um comunicado conjunto. Para Dieng e Welsh, este tipo de discurso "poderia servir, em última instância, aos interesses terroristas". Por isso, pediram moderação aos líderes políticos e religiosos, e que evitem discursos hostis, "inclusive em momentos de indignação". Os assessores especiais condenaram o "brutal assassinato" do piloto jordaniano e afirmaram que este é outro "exemplo dos graves abusos deliberados dos direitos humanos e da lei internacional pelo EI". Dieng e Welsh disseram que é provável que este possa ser um "crime de guerra" e lembraram que "milhares de civis continuam à mercê desse grupo", por isso apelaram à comunidade internacional para lutar contra os jihadistas e leva-los aos tribunais. "Os membros do EI devem saber que pagarão por seus crimes", destacaram. Na quarta-feira passada, a Jordânia executou dois terroristas condenados à morte e prometeu dar uma dura resposta aos jihadistas do EI por terem assassinado o piloto Moaz Kasasbeh, ato fortemente repudiado no mundo muçulmano. O grupo terrorista divulgou um vídeo na terça-feira no qual mostra o piloto Moaz Kasabeh, sendo queimado vivo. Kasabeh foi capturado na Síria em 24 de dezembro de 2014, após o avião que pilotava ter caído durante operação da aliança internacional, liderada pelos Estados Unidos, contra os jihadistas. EFE mvs/lvp/rsd

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