ONU quer que CIA pague judicialmente por torturas
Entidades de direitos humanos também pediram punições
Internacional|Ansa
A ONU (Organização das Nações Unidas) e diversas entidades que lutam pelos direitos humanos pediram que os responsáveis pelos programas de tortura da CIA sejam responsabilizados criminalmente por seus atos.
Na terça-feira (9), um relatório da Comissão de Inteligência do Senado norte-americano apontou que as "técnicas reforçadas" (um eufemismo para tortura) utilizadas pelo órgão contra os terroristas "não foram eficazes" e nem levaram a resultados concretos.
As ações ocorreram após os ataques do dia 11 de setembro de 2001, durante o governo de George W. Bush. Segundo a ONU, "o relatório confirmou o que a comunidade internacional já sabia" e que essa foi uma "política claramente orquestrada em alto nível na administração do presidente Bush".
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De acordo com a entidade, "os crimes foram sistemáticos e as violações flagrantes contra os direitos humanos".
Por isso, "por uma questão de direito internacional, os EUA são legalmente obrigados a levar os responsáveis à Justiça".
Já a AI (Anistia Internacional), por meio de sua diretora para a América, Erika Guevara Rosas, afirmou que "apesar das muitas provas que foram publicadas durante anos, ninguém foi levado perante a Justiça por autorizar ou perpetrar atos nos programas da CIA".
A ONG Human Rights Watch disse que o relatório do Senado sobre as torturas da CIA "demonstra que os pedidos repetidos de utilizar métodos duros para proteger os norte-americanos são ficções".
Segundo Kenneth Roth, diretor da HRW, é preciso "que os responsáveis sejam levados à Justiça ou a tortura permanecerá como uma 'opção política' para os futuros presidentes".
A Comissão Europeia também se manifestou e "saudou a decisão do presidente Barack Obama em colocar fim" a todos os sistemas de torturas utilizados pelo órgão entre 2001 e 2009. Catherine Rey, porta-voz da alta representante para a Política Externa, Federica Mogherini, ressaltou que a União Europeia "condena o uso da tortura em qualquer situação, incluindo a luta contra o terrorismo".
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