Opaq não descarta destruir armas químicas da Síria no mar
Internacional|Do R7
Beirute, 23 nov (EFE).- A Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) não descarta destruir o arsenal em mãos do regime de Bashar al Assad no mar, disse o diretor-geral do organismo, Ahmet Üzümcü, em declarações transmitidas neste sábado pelo canal em inglês da "Al Jazeera". Ahmet afirmou que a eliminação das armas químicas no mar é "segura" e "viável", em entrevista à emissora catariana que será emitida amanhã, mas que foi adiantada hoje em trechos. "Tudo será feito de acordo com a legislação internacional, de uma maneira muito segura - explicou o responsável internacional. De fato, serão tomadas todas as medidas de forma apropriada tanto durante o transporte dessas substâncias por navio como durante sua destruição". O diretor calculou que cerca das 798 toneladas de materiais químicos e 7,7 milhões de litros de águas residuais serão transportados e destruídos durante a operação. O diretor da Opaq expressou, ainda, seu desejo de que Washington esteja à frente do processo: "Esperamos que eles o liderem", ressaltou. Nesse sentido, destacou que há algumas instalações para a destruição das armas químicas fabricadas pelos Estados Unidos que podem ser colocadas facilmente em um navio ou em terra firme. No dia 15 de novembro, a Opaq adotou um rigoroso plano para concluir durante a primeira metade de 2014 a eliminação de todas as armas químicas sírias, tarefa que será realizada em um terceiro país ainda a ser definido após o "não" da Albânia. As substâncias mais perigosas serão levadas para fora da Síria antes de 31 de dezembro e sua destruição será feita da forma "mais segura e mais rápida" antes do fim de março de 2014. O restante de agentes químicos - com exceção do isopropanol - sairão do território sírio no máximo em 5 de fevereiro e deverão ser destruídas durante a primeira metade do ano. Por outro lado, a Opaq pediu hoje a empresas comerciais que ajudem a eliminar os produtos químicos declarados pelo regime sírio, como parte do plano de desmantelamento do arsenal. EFE ssa/tr













