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Operação israelense prende mais de 65 palestinos na Cisjordânia

Internacional|Do R7

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Jerusalém, 18 jun (EFE).- As forças de segurança de Israel prenderam durante a noite de ontem mais de 65 palestinos na Cisjordânia ocupada, a maioria membros do aparelho civil do movimento islâmico Hamas, informou nesta quarta-feira o porta-voz do exército, Peter Lenner. Em declarações aos jornalistas, Lenner admitiu também que a operação de busca dos três jovens israelenses desaparecidos na quinta-feira tem um segundo objetivo, "destruir a infraestrutura" da organização na Cisjordânia. Os jovens foram sequestrados ao sair de um instituto rabínico perto de Hebron, na Cisjordânia. "Durante a noite foram presos mais de 65 pessoas, 51 delas ex-presos libertados em uma troca, o que eleva para mais de 240 os detidos desde o início da operação" na sexta-feira passada, afirmou. Lenner informou que, além das batidas em domicílios, as tropas realizaram buscas em escritórios do aparelho civil do Hamas e de seus órgãos de propaganda, como sua rádio, e apreenderam material eletrônico e documentos. "Há dois esforços em paralelo. Por um lado, a busca dos meninos, e por outro uma ação contra o Hamas", organização que Israel acusa, sem provas ainda, pelo rapto dos jovens. Os três estudantes, dois menores de 16 anos e um jovem de 19, desapareceram na noite da quinta-feira em um cruzamento na estrada entre a cidade de Hebron e o complexo de colônias de Gush Etzion. Até o momento, não há notícia do paradeiro dos três. Alguns grupos jihadistas assumiram a ação, mas Israel acusou o Hamas pelo crime e critica a Autoridade Nacional Palestina (ANP) por ter formado no início de junho um governo de unidade com o apoio do movimento islâmico. O sequestro provocou uma ampla operação militar israelense em toda a Cisjordânia ocupada, onde há uma grande quantidade de postos de controle e se vive sob restrições de movimento. Hoje, as buscas em domicílios se estenderam para outras grandes cidades da Cisjordânia, como Nablus, e muitos palestinos acusam Israel de um "castigo coletivo". Lenner admitiu nesta quarta-feira que mais de 800 casas foram revistadas. EFE jm/dk

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