Operação prende 10 traficantes de quadrilha que levava drogas para Europa
Internacional|Do R7
Rio de Janeiro, 4 jun (EFE).- Uma operação coordenada pela Polícia Federal(PF) e que contou com a colaboração da Interpol e de policiais de Estados Unidos, Espanha, Colômbia e Uruguai permitiu a desarticulação de uma quadrilha acusada de traficar cocaína do Brasil para a Europa, informaram nesta terça-feira fontes oficiais. A chamada Operação Nações Unidas permitiu a captura entre sexta-feira e hoje de oito pessoas no Brasil e de outras duas em Portugal e Suíça, segundo um comunicado da PF. Os agentes federais brasileiros, após um ano e seis meses de acompanhamento e investigação, detiveram oito dos acusados, entre eles um colombiano identificado como Alexander Pareja e apontado como um dos líderes do grupo, em operações nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. As autoridades brasileiras também apreenderam bens avaliados em R$ 10 milhões e comprados com recursos do tráfico e da lavagem de dinheiro. Segundo o delegado da PF responsável pela operação, Paulo Teles, a organização internacional utilizava uma empresa exportadora de fachada e escondia a cocaína em cargas de peixe congelado enviadas em voos comerciais a Lisboa. Uma primeira carga com cocaína escondida no gelo que cobre os peixes foi apreendido pelas autoridades brasileiras há oito meses na cidade do Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. O grupo começou a ser investigado depois que a Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) e a Guarda Civil espanhola alertassem sobre a possibilidade que Semelhante estivesse adquirindo propriedades no Rio de Janeiro para lavar recursos procedentes do narcotráfico. Entre os bens apreendidos na operação figuram uma mansão no turístico balneário de Angra dos Reis, estações de distribuição de combustíveis, uma construtora e um engenho de cana-de-açúcar desativado. "Identificamos alguns bens que Pareja registrou em nome de outras pessoas no Rio de Janeiro", segundo Teles. Pareja havia sido detido em 2007 em outra operação da Polícia Federal por lavagem de dinheiro, mas foi libertado pagando uma fiança no ano seguinte e ainda espera que a Justiça se pronuncie sobre o primeiro processo. Um dos investigados, também colombiano, conhecido como "El Negro" e cunhado de Pareja, foi assassinado no Panamá há duas semanas, segundo a PF. EFE cm/tr











